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Renato e Mano. Quem é o melhor? Que dúvida!

O colega Márcio Beyer lança um pergunta, que é mais uma provocação ao participar do tópico anterior. Eu não rejeito uma provocação, desde que tenha fundamento e lucidez.

Por exemplo, criticar o Renato por deixar o Dodô no banco é de uma tacanhice incomensurável, só comparável talvez a do chefe da Casa Civil Busatto ao confiar no vice-governador e abrir o jogo sobre essa sujeira que todos sabem que existe: o financiamento de partidos, TODOS OS PARTIDOS, com recursos públicos, dinheiro do povo, do trabalhador, sem contar o que vai para o bolso da companheirada  e agregados.

É o que eu sempre digo: falta um PT na oposição federal. Não sobraria pedra sobre pedra do governo Lula, assim como não deverá sobrar nada do governo Yeda. E o Rigotto, que ficou quatro anos com essa história do Detran, como é que fica?

Depois dessa recaída política, volto para a minha confortável alienação.

O Dodô no banco é para explorar melhor o jogador, que, como todos sabem, não é mais criança e tem uma história de aditivo não bem explicada em seu currículo. Se Dodô ficou no banco, acertou o Renato, porque ele entrou descansado e detonou o Boca.

E aí começo a responder quem é melhor. O Mano, que jogou todo o tempo com o Tuta, poderia ter feito o mesmo. Deixado esse centroavante decadente para entrar no segundo tempo. Ou nem entrar, que seria o ideal.

Outra diferença abismal: o Renato fixou um cara para marcar o Riquelme. Só isso já indica quem é melhor.

Flu x Boca: nos dois jogos, 5 a 3.

Grêmio x Boca: nos dois jogos, 0 x 5.

Nada mais a declarar meritíssimo.  

Sem mais conversa. É o que eu penso caro Márcio.

 

IARLEY

Respondendo ao ‘Pedro’ Élvio:

O Iarley não foi muito bem tratado. Pelo contrário. A direção colorada achou que deveria liberá-lo, está no seu direito. Agora, não custava nada conversar com ele antes, seria mais humano.

Dizem que o Inter trata mal seus ídolos, seu heróis. Em alguns casos, sim. Dunga, por exemplo.

Dizem que o Grêmio trata melhor seus ídolos. Pode ser. Quando se vê esse carinho todo com Renato, isso fica justificado.

Mas eu me lembro que o Renato praticamente foi escorraçado do Olímpico porque era “inconveniente” fora de campo. Numa enquete da Zero Hora, na época, conselheiros opinaram em sua maioria que ele deveria ser vendido. E foi. Por 600 mil dólares, em quatro parcelas que o Flamengo sempre atrasou.

Pensem nisso enquanto eu lhes digo, até amanhã.

(frase de encerramento dos comentários do grande Sérgio Jockyman).



Escrito por Ilgo Wink às 12h25
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Dodô e Riquelme: assim dá gosto ver futebol

O melhor da noite de ontem foi a vitória por 3 a 1, de virada, do Fluminense sobre o temível Boca Juniors.

 

Mas o desespero dos argentinos no final, ‘correndo atrás do prejuízo’ como costumam dizer alguns narradores de futebol de vez em quando, não tem preço. Ver o Palermo nervoso botando o dedo na cara do Tiago Silva não tem preço. Ver o Riquelme quase anulado pelo Arouca, numa marcação mano a mano que o Mano achou que não precisava ser feita, também não tem preço.

 

A cereja do bolo foi ver a manchete do debochado diário Olé, de Buenos Aires, em sua verão online, estampando a dor de Palermo com a derrota: Un Macanazo.

 

O título Un Macanazo é em referência a farsa, engano, mentira, que foi a partida na opinião do jornal (Macana, em espanhol, tem esses significados). Além disso, também vale como trocadilho em relação ao Maracanazo, episódio como ficou conhecida a derrota da seleção brasileira para o Uruguai na final da Copa de 1950 no Maracanã.

 

A manchete mostra, também, que eles já tinham pronta a manchete que eles gostariam de publicar: Maracanazo.

 

Aliás, ontem à noite, antes da partida, o colega Carlos Corrêa, fã do Boca, já comentava que o Olé faria a manchete com essa expressão, que eles repetem sempre que podem. O Carlos e o Chico Izidro juravam que o Boca venceria o Fluminense. Eu os desafiei com uma aposta: pegava o Fluminense, porque, conforme escrevi aqui há três semanas, o time do Renato talvez seja o melhor do país no momento.

 

Os dois recuaram com uma provocação: se o Ilgo aposta no Flu, é sinal de que o Boca ganha. Por que essa bobagem?

 

Só porque na véspera, o São Caetano perdia para o Brasiliense por 2 a 1, no segundo tempo. E eu declarei, bem alto, que “se o São Caetano depende de gol do Tuta, não empata de jeito algum”. Foi só terminar a frase que o São Caetano empatou, mas sem gol do Tuta.

 

Depois de citar Tuta, fico obrigado a me referir ao seu oposto: Dodô.

 

Sempre fui fã dele, desde o tempo de São Paulo. Lembro que tempos atrás, o Inter procurava um atacante. Dodô estava fora do país. O Hiltor me respondeu que o Fernando Carvalho (um grande presidente de clube também erra) tinha informação de que o Dodô estaria ‘bichado’.

 

Pois o Dodô acabou com o Boca, só pra provar de novo que um jogador de talento faz a diferença. Sofreu a falta do primeiro gol do Flu, numa cobrança magnífica do Washington. Depois, no segundo gol, deu uma arrancada fantástica, entre três zagueiros homicidas e lançou Dario Conca, que marcou o segundo gol, contando com a sorte.

 

No final, como prêmio, Dodô marcou o seu com muito estilo, elegância, categoria, técnica e inteligência, tudo o que não vejo em ninguém mais no futebol brasileiro.

 

Agora, a bem da verdade, o Boca foi melhor. Não fosse o goleiro Fernando Henrique, que sepultou a fama de frangueiro, a história seria diferente. Ele mostrou também que nem todos os Fernando Henrique são inconfiáveis.

 

O Boca é um espetáculo de time de futebol: técnica, garra, aplicação tática, entrosamento e uma entrega invejável de cada um de seus jogadores. E Riquelme, que mesmo bem marcado, é um jogador diferenciado. Um craque.

 

Mas, como disse Riquelme, o geniozinho argentino:

 

- Faltou ganhar, nada mais.



Escrito por Ilgo Wink às 10h58
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Paranóias e a solução para o Inter: Roth

Nunca neguei minha inclinação paranóica. Acredito em todas as teorias da conspiração que andam por aí.

Acredito, por exemplo, que coisas estranhas contribuíram ou determinaram a goleada de 8 a 1 do Inter sobre o Juventude, na final do Gauchão. Existem algumas histórias interessantes a respeito.

Não duvido que o Abel, que é um sujeito de bom coração, tenha cometido desatinos nos últimos tempos justamente para irritar a torcida colorada e não deixar saudade, facilitando a sua saída. 

Considero suspeita a maneira como o Grêmio saiu da segundona na 'batalha dos aflitos'. Aquele pênalti mal batido. Aquele gol do Anderson...

Minha inaginação é fértil.

Vi armação na conquista da Libertadores pelo Boca Juniors - o presidente do clube queria porque queria ser eleito prefeito de Buenos Aires, e conseguiu - com a participação ativa do técnico Mano Menezes ao deixar Riquelme solto e ao manter Tuta mascando chiclete em campo.

Na verdade, vejo armação em quase tudo. Sou, portanto, um paranóico assumido.

Pode ser fruto desse meu lado maluco o que vou escrever agora, mas vou adiante:

Desconfio que alguns jogadores do Grêmio já trabalham pela queda do Roth. No primeiro gol do Vasco, Eduardo Costa foi driblado com muita facilidade, parecia um moirão fincado na grama. No segundo, Jean pegou um rebote dele mesmo na linha da grande área, completamente livre. Onde estava a marcação que deveria estar ali?

E o Roger? Aquele lance em que ele driblou todo mundo e chutou com a esquerda, normalmente infalível, lá para o meio do mato, ou da favela que cerca o São Januário. Muito estranho para quem tem tanta técnica. Fora isso, a displicência em muitos lances.

Posso estar enganado, aliás me engano muito mesmo, mas acho que o ambiente no vestiário já está minado.

Diante disso, seguindo essa linha de raciocínio - se é que essa é a palavra certa -, caberia à direção, neste momento histórico em que o Inter perde Abel Braga e busca um técnico, colocar Celso Roth à disposição do mercado.

Lembro que muita gente gostou quando Roth foi contratado pelo Grêmio. Muitos vibraram quando ele não foi demitido depois de duas eliminações em uma semana. Então, imagino, que a passagem de Roth do Olímpico para o Beira-Rio, seria festejada por esse segmento.

O Inter perdeu Abel, que contrate Roth, mesmo que o Grêmio não o dispense. Que faça uma proposta. Afinal, o Inter é hoje o clube rico do RS. Abel ganhava uns 300 mil reais no Inter. Roth assinaria por menos do que isso, imagino. Bem, o Cuca está indo para o Santos por R$ 260 mil por mês. O Cuca! Que nunca ganhou nada como técnico.

Roth no Inter. É a minha contribuição, tanto para o Grêmio como para o Inter.



Escrito por Ilgo Wink às 20h27
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