A polêmica em torno da Arena
Rápida entrevista feita hoje, dia 14, com o presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio, Raul Régis de Freitas Limas - um dirigente sério e responsável, um dos poucos que admiro - a respeito da Arena do Grêmio.
Eu: as notícias sobre a TBZ, acusada de não honrar compromissos, passar cheques sem fundo, e sabe-se lá o que mais, não preocupam?
Régis: quando o Grêmio encaminhou carta-convite às empresas colocou uma série de exigências para que elas se habilitassem. Por exemplo, comprovação de capacidade jurídica, regularidade fiscal e qualificação econômica-financeira. Fora isso, exigiu um seguro junto a banco de porte e credibilidade para o caso de ocorrer um problema no meio da obra. Com o seguro, a Arena poderia ser concluída, independente de qualquer coisa.
Eu: por que a TBZ foi escolhida?
Régis: em função dos requisitos todos e da proposta, que tem a melhor condição financeira para o Grêmio, que fica com 65%, contra 35% da empresa. Além disso, a TBZ concordou em receber o Olímpico somente depois de a Arena estar completamente concluída. Será um toma-la-dá-cá. Não há risco algum para o Grêmio. Os gremistas podem ficar tranqüilos.
Eu: bem, mas diante das notícias que vêm de Portugal está havendo um cuidado maior com o negócio?
Régis: nada será feito sem o maior cuidado, nada. Na semana que vem, se estiver tudo certo, será firmado um memorando de intenções. A TBZ também quer algumas informações sobre o Grêmio, a sua contabilidade, o seu condomínio, a situação do Olímpico. De nossa parte, estamos pedindo os comprovantes, certidões e atestados recebido antes, todos renovados, atualizados, além da garantia do seguro bancário. Talvez a gente peça mais algumas coisas, vamos ver.
Eu: até agora nada de concreto foi feito? Nem a compra do terreno no Humaitá?
Régis: o grupo vai comprar o terreno. Eles estão negociando com o Péricles Druck e com os padres Jesuítas, donos de duas áreas ali no Humaitá. Nessa reunião vamos saber como estão andando esse negócio.
Eu: então vc está tranqüilo. Não vê risco de dar uma zebra?
Régis: estamos nos cercando de todas as garantias, principalmente por essa questão do seguro. Quando assumi o Conselho, nomeei uma comissão de seis conselheiros que estão acompanhando tudo, cada passo. Por fim, depois de tudo pronto, depois de um exame final do conselho de administração do clube, o negócio ainda passará pelo Conselho Deliberativo, que é soberano nesse assunto, é dele a palavra final. Os gremistas podem ficar tranqüilos, será um negócio sem qualquer risco para o Grêmio.
Conclusão: acho que o Grêmio não corre risco diante de todos os cuidados que está tomando, mas não levo fé que nesse grupo de Portugal. Não tem bala na agulha para esse negócio e também para fazer frente ao que o Grêmio está exigindo.
Assim, acho que vamos continuar indo ao velho e bom Olímpico.
Por fim, minha sugestão: comprar os prédios junto ao Olímpíco e construir ali a Arena, com espaço para estacionamento vertical.
Escrito por Ilgo Wink às 22h02
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