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A galocha e o clássico no Beira-Rio

Foi no meio da chuvarada da tarde desta sexta-feira que encontrei um velho amigo. Caminhava heroicamente entre a multidão na Rua da Praia, equilibrando um guarda-chuva quase inútil de tanta água que caia. Tentava me desviar também das poças d'água e corredeiras que deixaram meus sapatos encharcados, quando esbarro num par de galochas.

Foi  a primeira coisa que vi, as galochas. Olhava para o chão naquele momento para driblar uma lagoa que havia se formado no leito da calçada na esquina com a lomba da General Câmara.  Mais um pouco e haveria lambaris saltitando na água.

Galocha, está no Aurélio:

Verbete: galocha

[Do provenç. ant. galocha ou do fr. galoche.]

S. f.

1. Espécie de calçado de borracha que se põe por cima das botas ou dos sapatos para preservá-los da umidade.

A mente humana é um fenômeno. Tenho uma curiosidade sórdida em saber, por exemplo, o que se passa na mente do Inácio quando fica a sós, no final da noite, com a Primeira Dama. Penso que ali ele paga uma parte dos seus pecados.

A mente nos leva para todos os lugares e épocas em fração de segundo. A galocha me remeteu para os meus primeiros tempos em Porto Alegre, saído de Lajeado (repito, nasci em Santa Cruz, mas me vivi muito tempo em Lajeado).

Eu não usava galocha. Meus pais insistiram: leva a galocha meu filho, protege contra chuva, o resfriado, etc.

Nos meus 18 anos, saindo para morar sozinho na Capital, tinha vergonha de usar galocha. Naquele tempo, eu era mais ou menos como o meu colega Carlos Corrêa, setorista do Grêmio, metido a fashion (embora ninguém usasse essa expressão nos anos 70).  

Pois bem, estava eu diante de um par de galochas. Na hora, me lembrei dele, um velho colega de escritório na Auxiliadora Predial, meu primeiro emprego em POA.

E não é, por esses insondáveis mistérios da vida, que era ele mesmo:

Juvenal.

Depois de uns 15, 20 anos, estava ali diante do Juvenal. Paletó cinza justíssimo no corpo, gravatinha borboleta, bigodinho tipo Clark Gable (quem não sabe do que estou falando que procure no Google), cabelo escuro, com alguns fios grisalhos, lambido para trás (ele usava laquê e acho que ainda usa, para deixar o cabelo sempre do mesmo jeito). Na mão esquerda, um enorme guarda-chuva.

O Juvenal nunca foi de arroubos sentimentais. Era frio, distante, mas sempre cordial, um cavalheiro. Por isso, ao me reconhecer, apenas estendeu a mão direita, abrindo um sorriso tímido, quando baixei o guarda-chuva para tentar abraçá-lo.

Conversamos rapidamente em frente à Praça da Alfândega. Aquele papo de quem não se vê há muito tempo. Lembramos de alguns colegas. O Agenor, o escriturário chefe?, perguntei. Está morando no Interior, respondeu ele.

-Tem um filho que joga futebol, é goleiro do Inter. Tem o mesmo nome -, acrescentou o Juvenal.

Foi só quando ele falou no Inter, no Agenor (que, convenhamos, é nome de escriturário, escrivão de cartório ou coisa parecida), que me dei conta que estava diante de um clássico.

Claro, o Juvenal. Decisão do Gauchão no Beira-Rio.

E que clássico, a continuar assim, com o Grêmio não se aprumando, vai superar o Gre-Nal.

Num aspecto já superou: nunca vi um Gre-Nal esgotar os ingressos três dias antes do jogo, como aconteceu na quinta-feira. Cinco mil colorados na fila para comprar ingressos que não seriam vendidos. Gente humilde, em sua maioria. Por que a direção colorada deixou esse pessoal varar a madrugada ali?

A mente humana e seus mistérios.

Inter e Juventude é tão clássico que a direção colorada usou de artifício que só era empregado contra o Grêmio, reduzindo os ingressos para os Juventudistas, descumprindo o tal estatuto do torcedor, que prevê 10% para os visitantes. Está certo que o Juventude também deu menos, mas proporcionalmente à capacidade dos estádios, foi muito mais.

O pessoal do Ju está mordido, pensei enquanto via o Juvenal se afastar, depois de uma despedida lacônica. ‘A gente se vê por aí.’

E lá se foi o Juvenal, que nunca teve vergonha de usar galocha. O Juvenal usava galocha ao primeiro pingo de chuva. Por isso, imagino, nunca ficava gripado. Conclusão: galocha, a primeira vacina contra a gripe.

Eu fiquei ali parado por instantes, pés molhados. Com inveja da galocha do Juvenal.

Se continuar chovendo assim, vou comprar uma galocha para ir ao Juvenal.

Quem ganha?

Não sei, clássico é clássico.

Mas o juiz é Carlos Simon. 

Será que ele usa galocha? 



Escrito por Ilgo Wink às 11h19
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Tio Brisa

Quando mais eu vejo a politacalha - de todos os matizes - tomando de assalto o país, permitindo que nosso maior tesouro (a floresta amazônica) seja lenta e continuamente detonado, sem contar a corrupção, a incompetência, as mentiras, as fraudes de tudo que é tipo, mais sinto saudade do Tio Brisa.

Escrevo isso depois de ler um texto de um velho conhecido dos tempos da Folha da Tarde, o crítico de cinema Luiz Carlos Merten, hoje radicado em São Paulo.

Confesso que me emocionei ao saber que ele, o mais íntegro político da era moderna do país,  um estadista autêntico e da melhor estirpe, ainda é lembrado, é saudado e admirado, não apenas por nós gaúchos, mas por todas as pessoas de bem que realmente sabem quem é Leonel Brisola.

Confiram:

'Documentário sobre Brizola vira sensacao do Cine PE

Por Luiz Carlos Merten

Recife, 30 (AE) - Foi o momento mais aplaudido, ate agora, do 12# Cine PE. O
documentario "Brizola - Tempos de Luta", de Tabajara Ruas, traz o momento historico
em que o entao governador da Guanabara conseguiu na Justica o direito de resposta
a Rede Globo, que o havia acusado de improbidade e senilidade no exercicio do
cargo. Brizola escreveu - sozinho ou com assessores, nao importa - um discurso
contundente que o apresentador Cid Moreira le com gravidade e constrangimento.
Brizola rebate as acusacoes da Globo fazendo com que, como um bumerangue, elas
se voltem contra a emissora. A plateia do Cine-Teatro Guararapes comecou rindo.
Estourou em aplausos que nao paravam mais (e que se repetiram no final).
  Ruas deu hoje (30) uma coletiva muito movimentada. Foi cobrado por sua "unilateralidade"
ao enfocar a figura do lendario politico gaucho. Seu filme seria, ou e, hagiografico.
Mas e um filme, nao e uma reportagem, da qual se possa cobrar isencao do reporter.
Ruas, grande escritor que passou a direcao - com "Netto Perde Sua Alma" -, e
um artista atraido pela mitologia gaucha. E ele ama westerns. O Brizola que
emerge de seu filme e um personagem mitologico - o heroi que enfrentou as oligarquias,
organizou os sem-terra, combateu o capitalismo internacional e fez uma batalha
pela educacao no Rio Grande do Sul - e que carrega, em si mesmo, a tragedia
essencial do cinema do norte-americano John Ford. O mestre de Hollywood adorava
contar historias que celebravam a grandeza de derrotados. O Brizola de "Tempos
de Luta" foi um legalista que perdeu muitas batalhas, mas, diante de tantos
inimigos que cultivou ao longo da vida (na imprensa, na politica), e interessante
que alguem venha nos lembrar as vitorias, mesmo que parciais, do politico gaucho.
 

O filme certamente vai ser discutido. Vao cobrar - ja estao cobrando - que
Ruas nao colocou isso ou aquilo. Ele se defende invocando o mito. A questao
e em que foro se dara essa discussao. O filme foi produzido pela Petrobras num
acordo que nao preve sua exibicao comercial. Sera lancado em DVD, destinando-se
a exibicoes gratuitas e distribuicao em escolas e entidades interessadas. A
Rede Globo podera invocar, quem sabe, direito de imagem no episodio decisivo
de Cid Moreira no JN. "Brizola - Tempos de Luta" podera ir para a internet,
sera exibido somente em circuitos fechados ou ira para o limbo? A questao fica
no ar. O filme, de qualquer maneira, deu uma sacudida no Cine PE.' 

 

Pena que ele não está mais aqui para dar uma sacudida neste país, varrendo para longe essa gente que tomou o poder e, como um cão vira-lata, não quer mais largar o osso.



Escrito por Ilgo Wink às 18h36
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Isabella

Se ocorrer a condenação dos assassinos da pequena Isabella muito se deverá à imprensa.

 

Aos ‘exageros’ da mídia.

 

A mesma mídia que nos empanturra de carnaval, de Copa do Mundo, de Olimpíadas, de CPIs disso e daquilo, não nos deixa respirar quando acontece um crime como esse envolvendo pessoas da classe média, gente com dinheiro, boa instrução.

 

Todos os dias crianças são assassinadas ou vítimas de algum tipo de violência, principalmente entre a população mais carente.

 

Boa parte desses casos envolve familiares.

 

De tão abundantes, já deixaram de ser notícia. Recebem a indiferença e até o desprezo da mídia e da sociedade.

 

Sim, de todos nós.

 

Agora, o caso Isabella é um prato cheio. Quem é jornalista sabe do que estou falando. Há quem se lambuze, mas prefiro os excessos na cobertura à indiferença, ao esquecimento.

 

Pior ainda a hipocrisia de quem critica a cobertura, mas não deixa de acompanhá-la, por vezes babando.

 

Por mim, o mensalão, os dólares na cueca, o crime contra a humanidade na amazônia, o caso Detran, cartões corporativos de hoje e de ontem,  etc, só sairiam da pauta com a condenação dos responsáveis.

 

Mas a mídia se alimenta de novidades. Como uma criança, cansa logo do brinquedo que tem em mãos.

 

Felizmente, a mídia segue apegada ao seu ‘brinquedinho’ preferido do momento. Nem o escândalo envolvendo Ronaldo e os travestis a afastou do caminho.

 

A mídia já condenou o casal, dizem aqueles que se mostram incomodados com um julgamento ‘prematuro e precipitado’.

Não, a mídia não tem esse poder. A mídia não condena, apenas repassa à opinião pública as informações que recebe. Agora, nenhum jornalista pode ser impedido de opinar. Pelo contrário.

 

Os dados para incriminar o casal acusado são abundantes. São indícios fortes demais. Ninguém acredita num terceiro elemento na cena do crime.

 

O problema é que, pelo que sei, ainda não apareceram provas suficientes para uma condenação.

 

E muito por culpa da própria polícia, que só isolou o local do crime depois de dois ou três dias. Um absurdo.

O avô (um advogado bem de vida) e a tia de Isabella entraram no apartamento e tiveram oportunidade de eliminar vestígios. Marcas de sangue foram apagadas, admitem os peritos.

 

Incompetência policial? Corrupção? Isolar a cena do crime é o básico, é o fundamental.

 

Isso me faz lembrar o caso Daudt. Ocorreu o mesmo no local onde o deputado foi morto (em frente a um edifício na Rua Quintino Bocaiúva).

 

Meu ídolo na literatura policial, Sherlock Holmes, estaria se perguntando agora: afinal, qual a real motivação para crime tão hediondo?

 

A resposta pode resultar na condenação por crime qualificado (30 anos), mas com soltura em cinco, conforme a nossa legislação, generosa sim, mas adequada ao país da impunidade.

 

A menina foi torturada. Sim, torturada. Esganada, esgoelada por três minutos. Que tipo de animal é capaz disso. Se fosse um cão no pescoço da criança, ninguém hesitaria em matá-lo.

 

Qual a diferença entra um cão e o animal (ou animais) que cometeram essa violência?

 

O que terá passado pela mente de Isabella enquanto era torturada, supostamente por pessoas de sua confiança, merecedoras de seu afeto, de seu carinho e de seu amor? Pessoas que deveriam protegê-la.

 

E seu irmão mais novo? Como irá conviver com a cena de horror que assistiu?

 

São perguntas que me atormentam, me angustiam, ainda mais quando encontro na rua, no supermercado, no parque, uma criança como a Isabella.

 

Cnco anos, cabelos escuros, longos, linda, saudável, feliz, olhar doce e um sorriso tão cheio de vida e de esperança.

 

Quem pode fazer mal a um ser assim? A qualquer criança? Mesmo aquelas esquecidas pela mídia, ignoradas por nós? Aquelas que encontramos todos os dias nas ruas, nas sinaleiras.

 

Só me resta torcer para que esse crime não fique sem castigo.

 

E, principalmente, rezar para que Isabella, ao menos, descanse em paz.



Escrito por Ilgo Wink às 11h56
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Ju vence, mas o Inter é favorito ao título

Antes do jogo escrevi que acreditava na vitória do Juventude (os motivos estão no tópico anterior) sobre o Inter.

Agora, pelo que se viu no Alfredo Jaconi, o mais justo seria um empate. O Inter, mesmo desfalcado, manteve uma disputa equilibrada. O Juventude teve mais posse de bola, mas as melhores chances de gol foram do Inter.

A principal delas foi a sensacional defesa de Michel Alves (o goleiro do campeonato) no cabeceio, quase um tiro à queima-roupa, do zagueiro Dani.

Antes, Nilmar havia perdido grande oportunidade ao invadir a área a drible e chutar de esquerda (não é o seu forte) desviado.

A melhor chance do Ju foi com o volante Juan Perez (prova de que existe vida no futebol do Panamá), que exigiu uma difícil defesa de Clemer.

No finalzinho, Fernandão errou. E quando um craque erra, tudo pode acontecer. E aconteceu o pior para o Inter. O rápido Ivo foi ao fundo e cruzou para Maycon, um garoto que me lembra um pouco o Paulo Nunes e o Iúra. O Maycon fez um belo gol.

O Ju venceu e vai com vantagem para o Beira-Rio. Mas confesso que esperava mais do Juventude, que poupou seus principais jogadores durante a semana, enquanto o Inter veio de uma batalha e não contava com alguns titulares.

Diante disso, projetando a final, prevejo que o Inter será campeão gaúcho.

Volta o Alex, estádio lotado e, pela lei das probabilidades, não tem como o Ju vencer quatro jogos seguidos contra o Inter. Claro, um empate serve, mas se o Juventude não melhorar muito em relação ao que jogou no Jaconi, perde até com facilidade. O Ju terá contra si, ainda, a arbitragem (Carlos Simon, aquele da célebre final entre Inter e XV de Novembro), que dificilmente será insensível à pressão da arquibancada.

Dito isso, a lamentar que Magrão não tenha recebido sequer cartão amarelo no lance em que abriu o braço esquerdo e atingiu o volante Renan com o cotovelo. Isso na frente do Leonardo Gaciba. Foi proposital, sim, porque não há necessidade de abrir tanto um braço ao subir para disputar a bola.

Agora, o pior de tudo, foi Abel. Terminado o jogo, ele criticou a expulsão do zagueiro Titi dizendo, e repetindo em todas as entrevistas, que "a TV mostra que ele nem acertou o adversário".

A mesma pessoa que informou o treinador sobre o lance em que Titi deu um chute para pegar tudo o que viesse pela frente (felizmente só pegou o vazio), deveria ter dito que se Titi tivesse sucesso em sua intenção criminosa ele provavelmente teria quebrado a perna de um colega de profissão, o atacante Ivo.

Abel, felizmente o Titi não acertou o adversário. Felizmente. E o Gaciba foi agiu muito bem ao expulsar o jogador na hora, sem vacilar.

No final das contas, Gaciba foi um bom árbitro. Nota 8.

Já Abel, merece elogio por ter armado um time competitivo com o que tinha à disposição (são injustas as críticas que são feitas por torcedores por causa das substituições. Nilmar, por exemplo, já estava cansado, perdendo todos os lances).

Agora, por sua declaração infeliz, que atribuo muito mais a um técnico desesperado para conquistar o seu primeiro Gauchão, a minha nota é zero.


Escrito por Ilgo Wink às 22h48
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O clássico Juvenal, Tuta e Rafael Martins

Acordo neste domingo, abro o email e de cara uma provocação. Uma mensagem do Carlos Correa (foto acima ao lado do Chico Izidro, o festejado autor de Era Vidro e se Quebrou), setorista do Grêmio no CP: Tuta treina no São Caetano.

E eu com isso? Ele saiu do Grêmio e é o que importa. Cheguei a pensar que ele iria para o Corinthians, até chegou a ser anunciado na semana que passou. Elogiei o Mano Menezes por indicar Tuta para o seu novo time. Mostrava coerência. Afinal, ele gostava tanto do Tuta no Grêmio. O mínimo que ele teria de fazer é levá-lo consigo. Mas, conforme eu sempre acreditei, Mano não levou o Tuta. Nem o Ramón.

Uma prova da incompetência que grassa no Olímpico: o Figueirense dispensou o Tuta em menos de três meses. No Grêmio, ele ficou um ano troteando e caindo na área.

Outra: o clube investiu em Júnior, que não jogava há um século. Quando o cara está pronto, parece que vai ser mandado embora. Quer dizer, dinheiro posto fora.

Já escrevi aqui: o Grêmio deveria buscar ressarcimento no SUS, porque é um hospital de recuperação de atletas (vejam o Rodrigo Mendes).

Vou frisar aqui: o Grêmio tem um talento para vestir a camisa 9, trata-se de Rafael Martins, do time júnior. Por que não colocam o guri pra jogar?

Mas  o assunto é o Juventude contra o Inter.

Tudo pode acontecer, mas acredito que o Ju comece a decisão com vantagem. Acho que ganha hoje no Alfredo Jaconi.

O Inter está muito iludido por causa dos 5 a 1 sobre o Paraná. Andrezinho virou craque de repente. Bem, pode ser que ele confirme hoje, mas acho difícil. Guinazu e Alex fazem muita falta.

É evidente que o Inter teve grande mérito na goleada. Mas ninguém pode negar que houve um pênalti para o Paraná aos 11 minutos, quando o jogo estava em 1 a 1. Um gol naquele momento poderia mudar a história do jogo, poderia. Teve depois o lance do Magrão, que deveria ser expulso. O pênalti sobre o Nilmar.

Mas era uma noite mágica e penso que o Inter venceria de qualquer jeito.

Por falar em magia, Lauro tem cinco letras. No segundo jogo contra o Inter, fará seu jogo  500. O gol 500 dos confrontos do clássico Juvenal também vai sair agora, pois estamos no gol 497. O outro Gauchão do Ju foi conquistado foi conquistado há 10 anos, sobre o Inter. Os deuses do futebol estão apontando o Juventude como campeão, mas os deuses não jogam, nem apitam.

QUESTÃO DE ORDEM

À noite, após o jogo, irei à redação com a camisa do Juventude, presenteada pela colega Mariana, a musa da editoria de esportes. Nada pessoal, como costumava dizer um velho colega, o Melchiades Striches.



Escrito por Ilgo Wink às 11h50
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