Minha fase zen, os budistas e a Débora
Ando numa fase zen. Digo, andava. Domingo passado, fui ao templo budista, em Três Coroas. Recomendo: um lugar bonito, de muita energia positiva.
Saí de lá em harmonia com o universo. Prometi ser mais tolerante com certas coisas, mas sei que não vou cumprir.
Com o passar dos dias, minha promessa foi minguando como a esperança dos gremistas.
Eu poderia, a partir desse gancho, alinhavar uma série de situações e fatos que me fizeram retornar ao normal. Por exemplo, o atual governo não obriga as pessoas que viajam para a Amazônia a fazer a vacina contra a febre amarela. Existe apenas uma ‘recomendação’.
Aí vem o ministro da Saúde dizer que não é responsabilidade do governo essa ameaça de epidemia, uma doença típica de país de terceiro mundo mesmo.
Ontem, em SP, ato público pelo prefeito Celso Daniel (do PT), morto em janeiro de 2002. O caso, pelo que li gente poderosa do PT, muita grana. Se esclarecido devidamente, pode abalar a República.
Mas estamos no Brasil...
Em meio a tudo isso, a contratação do Roger.
Só um segmento realmente não gostou: o dos colorados. O Kenny Braga, na Gaúcha, ironizou, lembrando a Débora Secco. Na Band, o Cláudio Cabral só faltou babar de raiva ao microfone (talvez até tenha babado), lembrando uma frase do Paulo Pelaipe, que dias antes havia descartado o Roger porque ele estaria mais preocupado com a vida social do que em jogar futebol.
Um coloradinho (inho, porque é jovem) disse que a torcida gremista gosta é de jogador guerreiro, pegador (bem, o Roger é pegador, mas no outro sentido), não gosta de jogador essencialmente técnico, habilidoso.
Ledo engano. Ou engano do Ledo?
Tudo que um torcedor quer é ver bom futebol. É claro que aliado à combatividade, ‘amor à camisa’, competitivo, etc.
O fato é que senti uma pontinha de temor, quase pânico, entre boa parte dos colorados.
Roger foi, enfim, uma ótima contratação. Mas o Roger jogador, não o Roger que, por namorar ‘celebridades’ pensa que é ator de novela, artista de TV.
Se ele cair na realidade e ver que é apenas um jogador de futebol que namora uma estrela da TV (a bela Débora), o Grêmio fez mesmo um grande negócio. Caso contrário, resta o consolo de olhar para a Débora nas cadeiras do Olímpico, se ela aparecer por aqui. Agora, se nem o futebol nem a Débora aparecerem, bem, aí a coisa vira dramalhão mexicano, novela do SBT.
O problema é que o Roger precisa de alguém que fale o seu idioma, ou seja, que trate a bola com intimidade. Sozinho, fica difícil.
Mas, independente de qualquer coisa, uma dia da Débora no Olímpico já justifica a contratação e mata pelo menos meia dúzia de colorados invejosos.
Agora, onde deve jogar o Roger? Na minha opinião, ele deve ser o segundo atacante. Ou então o jogador do meio-campo mais adiantado, desde que o time tenha três volantes, mas com pelo menos dois com boa saída de bola, facilidade para o vai e vem, como o Lucas e o Tinga.
O jovem Adilson pode ser um dos titulares, porque seu estilo é muito semelhante ao de Lucas. Aposto nesse garoto.
Se o Souza vier, o meio-campo, em princípio, pode ter Eduardo Costa, Adilson, Souza e Roger. Mas o Grêmio tem algumas apostas (Peter, Júnior e outros), que podem dar certo, e outros garotos do júnior que estão aparecendo.
O atacante Rafael Martins, por exemplo. Está aí um grande atacante, um goleador. Logo, logo deve entrar na equipe titular.
Vagner Mancini, não precisa me pagar nada por ajeitar o teu time.
Questão de ordem
No programa da Guaíba, ao meio-dia, disse uma obviedade: o Inter é favoritaço ao título gaúcho. Mesmo assim, quase fui linchado pelos colegas da bancada. Uns ouvintes disseram que estou agourando o Grêmio. Bem, se o Inter, com alguns grandes jogadores e entrosado, não é o favorito quem o será?
E mais, disse que o Grêmio não ganha do 15 neste sábado, no Olímpico. E não ganha mesmo. Se ganhar, vai ser com vaia e tudo.
Escrito por Ilgo Wink às 20h11
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