Boas notícias, Ronaldinho e a estrela de Dunga
O dia começou com boas notícias: detenção dos envolvidos na fraude da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE). Todos ligados, alguns estreitamente, com o partido aquele que pregou a ética e combateu ferozmente a corrupção durante 30 anos. O dinheiro envolvido nesse caso é pouco diante de outros que acontecem em Brasília.
Outra boa notícia: o prestígio de Ronaldinho Espanhol, ex-Gaúcho, está em queda vertiginosa entre os torcedores do Barcelona. Poucos ainda compram a sua camisa. Muitos a usam como pano de chão, pelo que fiquei sabendo. Acho que é exagero.
A terceira boa notícia: Bustos fez outro gol de falta. Em dois jogos pela seleção colombiana, dois gols de falta. E esse cobrador de falta não é aproveitado pelo Grêmio. Culpa de quem? Ora, do treinador Mano Menezes.
Criminosamente, Mano permite um rodízio entre Bustos e cobradores medíocres como Diego Souza e Hidalgo. Se o mesmo Mano deixa que o Tcheco cobre todos os escanteios e faltas nas laterais da área, por que não determina que Bustos seja cobrador oficial, assim como acontece com Rogério Ceni no São Paulo?
Por que?
Acabo de fazer esta pergunta quando o Carlos Correa, dentro da sua proposta de agenda negativa, me informa que O Diego Souza vai jogar como segundo volante contra o América. Quer dizer, Mano é reincidente no crime lesa-Grêmio. Estaria Mano fazendo isso para ser demitido? Não creio, porque ele me parece ser um sujeito de bom caráter. Não importa. O mais grave nisso tudo é que ainda tem gremista querendo que Mano continue no Olímpico.
Agora, treinador é treinador. São todos iguais ou muito parecidos. Acreditam que são mais importantes que os jogadores, para eles meras peças de um tabuleiro.
Sempre que vejo esse tipo de coisa, lembro dessa frase dita por um dirigente muito tempo atrás: "Ainda mato um treinador".
Vejamos o Dunga, por exemplo. Gaúcho 'faca na bota' ele parecia determinado a encarar o jogo no Morumbi sem fazer concessões para conquistar a simpatia da torcida. Na última hora, ele cedeu, mostrando que igualzinho aos outros. Assim como não existe partido político diferente um do outro, o mesmo acontece com os treinadores, descontando um ou outro detalhe.
Faca na bota, mas não burro. Por isso, escalou o Luís Fabiano no Vágner Love.
Passo agora a escrever sobre o primeiro tempo no Morumbi.
No meu tempo de craque juvenil em Lajeado, a gente diria que o Uruguai deu um vareio no Brasil. Hoje, seria um chocolate. Tempos atrás, banho de bola.
O Júlio César salvou o time com três grandes defesas. No gol do Loco Abreu, foi frouxo na bola. Num lance que começou com falha do Ronaldinho, cruzamento do Pereira (bom lateral), gol do Abreu.
Loco Abreu fazendo gol no Brasil. O Chico Izidro lembra que ele fraturou o pé ao cobrar um pênalti durante um treino no Grêmio. Hoje está aí, titular da seleção uruguaia.
No finalzinho, Luís Fabiano chuta quase da linha de fundo (na segunda conclusão a gol do Brasil). Carini, o grande Carini, deixa a bola passar entre suas pernas: 1 a 1.
Vamos ao segundo tempo.
O Uruguai seguiu dando um baile (esta também é antiga). Mereceu vencer. Mas o Brasil foi mais efetivo. E tinha dessa vez um matador: Luís Fabiano.
Um goleador faz toda a diferença.
Escrito por Ilgo Wink às 21h48
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