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Os ambulantes e a truculência

É imperioso um mínimo de organização da atividade dos ambulantes no centro. Mas daí a partir pra violência indiscriminada como tem ocorrido nos últimos dias já é um exagero. Sobra até pra quem não tem nada a ver com a história e que vai ao centro para trabalhar ou fazer compras.

 

Acionada pela SMIC, a Brigada Militar está baixando o cassetete, como provam as fotos publicadas nos jornais.

 

Essa de impedir o trabalho dos ambulantes também na Voluntários, no final do dia, quando o centro começa a perder movimento, é demais. A alegação é de que a feira noturna do local recebeu a adesão dos vendedores de produtos piratas.

 

O secretário da Segurança, o sr. Mallman, tem suas razões, mas o que não pode é acabar com o ganha-pão desse pessoal. Gente humilde que trabalha na informalidade porque não há lugar pra elas, resultado do desemprego crescente no país, apesar de alguns indicadores apontando o contrário.

 

Do que irão viver essas pessoas?

 

Ninguém parece preocupado em responder essa questão. Que se danem!, devem pensar as autoridades, que eu gostaria de ver com a mesma disposição para retirar de Brasília os verdadeiros saqueadores do país.

 

São milhares de pessoas trabalhando nas ruas, vendendo produtos piratas em muitos casos. E aí?

 

Os produtores do Tropa de Elite estão rindo à-toa. Milhares de cópias piratas foram vendidas antes do lançamento do filme, o que serviu como um grande marketing (voluntário ou não) em torno da produção. Hoje, esse pessoal está faturando muito com o filme, que talvez, sem esse circo todo, não chamasse tanto a atenção. Sem contar que seria pirateado de qualquer forma, mas aí sem toda essa publicidade.

 

Não faço a apologia da pirataria, mas me preocupo com os milhares de vendedores sem carteira assinada, sem possibilidade de aposentadoria no horizonte.

 

Acho que a repressão é forte demais, está indo longe demais.

 

Que se discipline essa atividade, mas com mais diálogo, mais equilíbrio, menos truculência.

 

Minha sugestão: os comerciantes do centro, que pagam impostos e tudo mais, são prejudicados. Isso é fato.

 

Esse pessoal poderia ganhar redução de impostos (ISQN e outros), desde que comprovada sua atividade na região conflagrada, essa praça de guerra em que está se transformando o centro da nossa Porto que já foi mais Alegre.

 

Não resolve, mas atenua.



Escrito por Ilgo Wink às 14h33
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O que Renato e Lulla têm em comum?

O que Renato Portulappi e o presidente Lulla tem em comum?

 

Renato é gaúcho, Lulla é nordestino.

Renato é gremista, Lulla é curintia.

Renato tem 10 dedos, Lulla 9.

Renato é famoso fazendo arte, Lulla fez arte para ficar famoso.

Renato faz sucesso com as mulheres, Lulla com os miseráveis.

E por aí vai.

 

No fundo, os dois são muito parecidos, ao menos no comportamento. Quase iguais.

 

Renato, quando jogador de futebol, era indisciplinado, faltava treinos, fugia de concentração, chegava atrasado, fazia festa antes, durante (em cima dos adversários) e depois dos jogos. Um bagunceiro dentro e fora de campo.

 

Hoje, treinador de futebol, é o contrário. Não tolera atrasos dos jogadores. O time perdeu pro Goiás e no dia seguinte, que era de folga, ele manteve todo mundo concentrado e treinando. De castigo. Enfim, mudou, e muito.

 

Assim como mudou o sr. Lulla, defendido ardorosamente por alguns (poucos, graças a Deus) dos poucos leitores deste blog.

 

Antes, empunhava briosamente a bandeira da ética, do combate à corrupção, atacava furiosamente os corruptos, vociferava contra os banqueiros, espumava de raiva diante do FMI, protestava contra o pagamento da dívida externa e era contrário a programas que destinavam dinheiro aos pobres (é preciso gerar empregos, ensinar a pescar e não dar o peixe, bradava nos palanques entre um gole e outro).

 

Mudou o Renato, mudou o Lulla.

 

Vejo, também, que outros mudaram. O Romário, por exemplo, era a imagem da garra e da dedicação ontem à beira do campo, em sua estréia como treinador. Depois, quando entrou no jogo, atendendo a sua própria ordem, foi combativo, participativo. Outro jogador, mais velho, mas outro jogador.

 

Só o Tuta que não muda. Ontem, ao criticar a imprensa (como fez o Mano, protegido da maior parte da mídia, revelando, portanto, ingratidão), Tuta disse que a bola não chega nele, pois se chegasse marcaria mais gols.

 

Tuta não muda. Alguém precisa dizer a esse veterano que o tempo de ficar na área esperando a bola no pé já passou. Todos os jogadores precisam ter maior participação no jogo, mas para isso é preciso preparação física, agilidade, velocidade, força, técnica, etc.

Tudo o que, decididamente, Tuta não tem mais.

 

Pensando bem, o Tuta mudou. Para pior, como um certo presidente.

 

Por falar em certo presidente, parece que entrou um CISCO de 500 MIL nos olhinhos dele.



Escrito por Ilgo Wink às 08h40
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A única maneira de ver o Chico calado

"O Juventude não é mais o mesmo", lamentou-se o colega Rafael Peruzzo depois dos 3 a 0 do Inter no Beira-Rio.

Os colorados, felizes com a goleada sobre aquele que consideram a filial do Grêmio - "O Juventude só complica contra nós", costumam repetir, numa ladainha mais cansativa que essa discussão sobre a CPMF -, nada comentaram. Afinal, o Inter, como o Grêmio, também ganhou do Ju. Acho que é fim dessa história de filial.

PAUSA PARA RESPIRAR: a CPMF, logo no seu início, revelou à Receita Federal sonegadores milionários, que só apareceram graças a esse tributo, conhecido então como imposto sobre cheques. Dos cem maiores movimentadores de cheques no país, 65 nunca haviam pago Imposto de Renda. Nunca. O fim da CPMF é boa só para os grandes sonegadores. É boa também para a oposição, que quer inviabilizar o governo, tirando-lhe recursos, como fez, aliás, o PT em toda a sua existência até assumir o poder. O PT cresceu pregando ética e boicotando os seus antecessores.

Compenetrado, mais calado que petista depondo sobre o mensalão ("Nada a declarar", diziam, e ficou por isso mesmo), o Chico Izidro evitou comentários. O Chico só fica calado  quando o Grêmio perde, ainda mais da maneira como perdeu. Derrota do Grêmio, a única maneira de calar o Chico, o consagrado autor de Era vidro e se quebrou.

O Grêmio tomou um vareio, como se dizia em Lajeado no meu tempo de craque da região do Alto Taquari, onde eu era conhecido como o 'Zico das barrancas do Rio Taquari'. O Flamengo poderia ter feito uns 3 ou 4. Seria justo.

O Mano Menezes insiste em jogar com dez. Tuta começou e foi até o fim. Sai todo mundo, menos o Tuta. Mas neste domingo, no palco iluminado do Maracanã, onde a torcida do Flamengo deu um espetáculo maravilhoso, sem essa frescura da avalanche, o Mano se superou.

Tirou o Diego Souza. 'Ele não estava dando acabamento adequado às jogadas', disse o treinador no intervalo. Mas quem estava dando acabamendo adequado? O Tuta? O Tcheco? O Jonas? Quem sabe o Labarte? Ou então o Nunes, que deixou o Sandro Goiano no banco?

Pois sem Diego Souza o Grêmio sumiu em campo. Evaporou. Escapou de ser goleado.

Já escrevi aqui: o Grêmio do "O Juventude não é mais o mesmo", lamentou-se o colega Rafael Peruzzo depois dos 3 a 0 do Inter no Beira-Rio.

Os colorados, felizes com a goleada sobre aquele que consideram a filial do Grêmio - "O Juventude só complica contra nós", costumam repetir, numa ladainha mais cansativa que essa discussão sobre a CPMF -, nada comentaram. Afinal, o Inter, como o Grêmio, também ganhou do Ju. Acho que é fim dessa história de filial.

PAUSA PARA RESPIRAR: a CPMF, logo no seu início, revelou à Receita Federal sonegadores milionários, que só apareceram graças a esse tributo, conhecido então como imposto sobre cheques. Dos cem maiores movimentadores de cheques, 65 nunca haviam pago Imposto de Renda. Nunca. O fim da CPMF é boa só para os grandes sonegadores.

Compenetrado, mais calado que petista depondo sobre o mensalão ("Nada a declarar", diziam, e ficou por isso mesmo), o Chico Izidro evitou comentários. O Chico só fica calado  quando o Grêmio perde, ainda mais da maneira como perdeu.

O Grêmio tomou um vareio, como se dizia em Lajeado no meu tempo de craque da região do Alto Taquari, onde eu era conhecido como o 'Zico das barrancas do Rio Taquari'. O Flamengo poderia ter feito uns 3 ou 4. Seria justo.

O Mano Menezes insiste em jogar com dez. Tuta começou e foi até o fim. Sai todo mundo, menos o Tuta. Mas neste domingo, no palco iluminado do Maracanã, onde a torcida do Flamengo deu um espetáculo maravilhoso, sem essa frescura da avalanche, o Mano se superou.

Tirou o Diego Souza. 'Ele não estava dando acabamento adequado às jogadas', disse o treinador no intervalo. Mas quem estava dando acabamendo adequado? O Tuta? O Tcheco? O Jonas? Quem sabe o Labarte? Ou então o Nunes, que deixou o Sandro Goiano no banco?

Pois sem Diego Souza o Grêmio sumiu em campo. Evaporou. Escapou de ser goleado.

Já escrevi aqui: o Grêmio do Mano só tinha três jogadas: 1) Carlos Eduardo com Lúcio; individualimso de Diego Souza; 3) ligação direta defesa/ataque. Contra o Flamengo, restou apenas a terceira, a pior, porque depende muito do veterano Tuta.

Resumindo: o Inter se consolida no grupo da Sul-Americana, o Juventude já foi para a segundona e o Grêmio não entra mais no grupo da Libertadores (a não ser que Mano tire o Tuta do time).

Mano só tinha três jogadas: 1) Carlos Eduardo com Lúcio; individualimso de Diego Souza; 3) ligação direta defesa/ataque. Contra o Flamengo, restou apenas a terceira, a pior, porque depende muito do veterano Tuta.

Resumindo: o Inter se consolida no grupo da Sul-Americana, o Juventude já foi para a segundona e o Grêmio não entra mais no grupo da Libertadores (a não ser que Mano tire o Tuta do time).

 



Escrito por Ilgo Wink às 20h50
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