Futebol, arbitragens e julgamentos
Enquanto o Grêmio amontoa volantes (Marcelo Labarthe é mais um), segue a falta de qualidade e também de opções na frente.
Sábado, dois meias deram a vitória ao time. Será o fim dos atacantes? Ao menos no Olímpico tudo indica que sim. E vai piorar com a saída de Carlos Eduardo.
Marcel não entusiasmou, mas mostrou muito mais que o Tuta. Movimentação, disposição, presença na área e também na preparação, antecipação aos zagueiros (coisa que Tuta não consegue fazer), etc. Só pecou nas conclusões, mas estava lá, o que já alguma coisa.
Até o Paulo Moura, saudosista do Gessi, do Juarez, do Tesourinha, gostou do Marcel. Um bom sinal, porque não conheço ninguém mais cético em relação aos jogadores atuais que o Moura. “É tudo japonês”, costuma generalizar e velho Moura.
Agora, surge um novo talento: Ânderson Pico. Acho dispensável esse Pico. O Moura concorda. Por que Pico?, perguntou ele. O que importa é que ele entrou bem no time, marcou um golaço. O Mano Menezes tem mérito nisso, escalando o guri na meia-esquerda, tirando-o da lateral.
Por falar em lateral, o Hidalgo deu uns sustos, talvez em função da estréia. Mas mostrou que pode ser útil.
Uma questão que precisa ser resolvida: árbitro dar cartão amarelo por entender que um atacante simulou falta dentro da área para cavar pênalti. Foram dois pênaltis no Diego Souza. O juiz não marcou e ainda aplicou cartão ao jogador, que acabou expulso no segundo.
Há três anos, contra o Corinthians pelo Brasileirão, em SP, o Inter foi penalizado duplamente: Tinga sofreu pênalti. O juiz não marcou e ainda expulsou o volante. Matou o Inter naquele jogo decisivo.
Enquanto os árbitros tiverem esse poder, baseado na subjetividade, muita gente ainda será penalizada injustamente. Está bem que não dê o pênalti por falta de convicção, mas ter convicção numa eventual simulação é uma demasia.
Será o procurador do STJD, o Paulo Schmidt, não vai denunciar esse árbitro do jogo do Grêmio contra o Paraná? Deveria.
No domingo, o Inter sofreu, mas escapou da derrota. O Botafogo foi mais time. Houve problemas na arbitragem, mas nada que justifique explicar o empate por aí, como fizeram os dirigentes colorados.
O grande problema do time, a meu ver, foi que dois titulares se lesionaram. Ceará e o garoto Sidnei são muito bons e não foram substituídos à altura. Na frente, faltou mais objetividade.
O Inter tenta a volta de Nilmar. Não sei como ele está –vem de problema sério nos joelhos -, mas pode dar um toque de qualidade ao time.
NOS ACRÉSCIMOS
A semana promete. Promete decepções, frustrações. O caso do mensallão será decidido. Zé Dirceu e todos os implicados serão absolvidos, não tenho dúvida, mesmo com as cuecas cheias de dólares.
Hoje, ouvi um economista analisando a declaração do Luís Inácio -comentada em tópico anterior aqui -, em que ele garante que a crise financeira mundial não vai atingir o Brasil. O economista disse que ainda há muita água para rolar e concluiu: "Se o presidente não sabe o que passa ao seu redor, no gabinete ao lado, vai saber o que passa na economia internacional?".
Perfeito.
Escrito por Ilgo Wink às 10h51
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