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Erros de arbitragem e a imagem nojenta do ano, até agora

Demorou, mas até que enfim a Dupla Gre-Nal foi beneficiada pela arbitragem. É bom mesmo um pouco de equilíbrio, porque até agora o que mais se viam eram erros contra Grêmio e Inter.

 

No Maracanã, Marcel tirou a bola do goleiro com a mão esquerda estendida para trás. Patrício, que recém havia entrado, mandou para a rede e fez justiça ao que aconteceu no jogo. Nem Grêmio nem Fluminense mereciam vencer, somar três pontos. Seria um prêmio generoso demais para o futebolzinho ruim que ambos praticaram. O Fluminense reclamou e o lance vai gerar muita onda no Rio. Na hora, o juiz não viu, os comentaristas, os narradores e os repórteres não viram. Nem eu vi a infração do Marcel.

 

Ficou bem o 1 a 1, principalmente para o Grêmio, que havia desperdiçado um pênalti (cobrado por Marcel) e no segundo tempo mostrou completa incompetência ofensiva. A rigor, só Marcel fazia alguma coisa. O Tuta entrou só para assistir ao jogo mais de perto. Já escrevi aqui, ele deveria entrar em campo com uma cadeirinha dessas de praia. Sentar ali perto da área e ver os lances de cima, mascando chicle. Sua contribuição time seria mais efetiva. O Grêmio precisa contratar urgente um atacante de qualidade.

 

No Beira-Rio, vimos um Atlético Paranaense batendo forte, forte demais. Teve um jogador expulso, que até poderia ir direto para a delegacia. Estou curioso para ouvir aquele dirigente do Atlético que falou tanto de violência na partida contra o Grêmio. Mas falou tanto que o Tcheco, mesmo absolvido (inocentado pelo próprio jogador atingido, Alex Mineiro), ainda assim foi penalizado. A iniciativa foi do procurador do tribunal, Paulo Schimidt, que soube agora, é conselheiro do mesmo Atlético-PR.

 

O Inter também não fez boa partida, até porque naquele gramado alagado seria difícil, quase impossível, praticar um bom futebol. Mas foi insistente, não desistiu nunca de buscar o gol. Acabou premiado pelo erro do juiz, que assinalou pênalti numa falta cometida a um metro da risca da grande área. Mas é outro lance que só ficou claro para todos após a repetição pela TV.

 

Não costumo criticar juiz depois de ver um lance duas ou três vezes. Acho injusto.

 

NOS ACRÉSCIMOS

 

O lance de sábado aconteceu longe dos estádios. Foi em Brasília. Já anotei na minha agenda para não esquecer quando no final do ano fizer a relação das imagens mais nojentas de 2007. O Luís Inácio havia discursado sobre a sua opção de fazer política para pobres (seu filho, o Lulinha, que o diga. Ganhava 600 pilas por mês num zoológico e acabou recebendo 5 milhões de dólares, pelo menos, da Brasil Telecom para a empresa que abriu com dois amigos). Acabou na cena abaixo com a ministra de Política para Mulheres (outro cabide de emprego para a companheirada), Nilcéia Freire.

 



Escrito por Ilgo Wink às 19h44
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Uma estátua para o Procurador

A homenagem que o Vasco fez a Romário pode até ser um exagero, mas é válida e merece respeito. Uma estátua de bronze. Romário com os braços abertos, comemorando um gol. Foram mais de 900 como jogador profissional.

Romário só é superado por Pelé. Agora, eu, que não sou vascaíno e não gostei daquela farsa dos mil gols, não faria uma estátua para o 'baixinho'. Tampouco tiraria o chapéu para ele no programa do Raul Gil.

Agora, se pudesse, eu não apenas tiraria o chapéu, mas até faria uma estátua de bronze para o procurador geral da República, o sr. Antônio Fernando de Souza. Este sim um cidadão, um homem que honra seu cargo. Um homem digno, um raio de luz na escuridão moral e ética em que o Brasil se encontra. Enfim, uma esperança de um Brasil melhor.

Em sua denúncia (são 40 os citados) no caso do mensalão ao Supremo Tribunal Federal deixou claro que José Dirceu e o ex-presidente do PT, José Genoino, eram os líderes do esquema. “Não é possível imaginar que um esquema desse porte tenha existido sem o envolvimento de algum membro do governo e de integrantes do partido do governo", afirmou o procurador.”

Para Souza, Genoino era a "principal face política" do esquema, ou seja, negociava os acordos com os partidos governistas, oferecendo "vantagem" em troca de apoio."Além do papel político indispensável pelo sucesso do esquema, Genoino tinha muita confiança em Marcos Valério."

Segundo a denúncia, Dirceu "homologava" todos os acordos negociados com os partidos da base aliada para garantir apoio político no Congresso. Delúbio Soares, sustentou o procurador, era o "principal interlocutor entre os núcleos do esquema", enquanto Silvio Pereira "articulava nomeações para cargos chaves do governo federal".

Nesta quarta-feira, os advogados dos denunciados praticamente usavam os mesmos argumentos. Em síntese, dizendo que a denúncia era "peça de ficção".

Teriam sido peça de ficção aqueles dólares na cueca? Que bom seria ter uma peça de ficção dessa na minha cueca. Mas essas coisas não acontecem com a gente que está aqui na planície. Essas coisas acontecem com mais freqüência lá, no Planalto.

O STF, agora, vai decidir -depois de dois anos dos acontecimentos, um absurdo-  se aceita a denúncia e abre processo contra os 40 suspeitos. Repetindo o procurador, Antônio Fernando de Souza, as provas indicam "a existência de uma sofisticada quadrilha".

É óbvio que ninguém será punido. E, se der zebra, a punição será pequena e virá em uns 10 anos.

Afinal, estamos no país da impunidade e da banalização da corrupção.

NÃO PERCAM: www.escandalodomensalao.com.br

NOS ACRÉSCIMOS

O Inter, mostrando que pensa grande, tentou Riquelme. Não conseguiu, ainda, mas tentou, conforme eu escrevi aqui, para incredulidade de muita gente. Ah, o Grêmio também tentou.

 

 

 



Escrito por Ilgo Wink às 20h04
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Futebol, arbitragens e julgamentos

Enquanto o Grêmio amontoa volantes (Marcelo Labarthe é mais um), segue a falta de qualidade e também de opções na frente.

 

Sábado, dois meias deram a vitória ao time. Será o fim dos atacantes? Ao menos no Olímpico tudo indica que sim. E vai piorar com a saída de Carlos Eduardo. 

 

Marcel não entusiasmou, mas mostrou muito mais que o Tuta. Movimentação, disposição, presença na área e também na preparação, antecipação aos zagueiros (coisa que Tuta não consegue fazer), etc. Só pecou nas conclusões, mas estava lá, o que já alguma coisa.

 

Até o Paulo Moura, saudosista do Gessi, do Juarez, do Tesourinha, gostou do Marcel. Um bom sinal, porque não conheço ninguém mais cético em relação aos jogadores atuais que o Moura. “É tudo japonês”, costuma generalizar e velho Moura.

 

Agora, surge um novo talento: Ânderson Pico. Acho dispensável esse Pico. O Moura concorda. Por que Pico?, perguntou ele. O que importa é que ele entrou bem no time, marcou um golaço. O Mano Menezes tem mérito nisso, escalando o guri na meia-esquerda, tirando-o da lateral.

 

Por falar em lateral, o Hidalgo deu uns sustos, talvez em função da estréia. Mas mostrou que pode ser útil.

 

Uma questão que precisa ser resolvida: árbitro dar cartão amarelo por entender que um atacante simulou falta dentro da área para cavar pênalti. Foram dois pênaltis no Diego Souza. O juiz não marcou e ainda aplicou cartão ao jogador, que acabou expulso no segundo.

 

Há três anos, contra o Corinthians pelo Brasileirão, em SP, o Inter foi penalizado duplamente: Tinga sofreu pênalti. O juiz  não marcou e ainda expulsou o volante. Matou o Inter naquele jogo decisivo.

 

Enquanto os árbitros tiverem esse poder, baseado na subjetividade, muita gente ainda será penalizada injustamente. Está bem que não dê o pênalti por falta de convicção, mas ter convicção numa eventual simulação é uma demasia.

 

Será o procurador do STJD, o Paulo Schmidt, não vai denunciar esse árbitro do jogo do Grêmio contra o Paraná? Deveria.

 

No domingo, o Inter sofreu, mas escapou da derrota. O Botafogo foi mais time. Houve problemas na arbitragem, mas nada que justifique explicar o empate por aí, como fizeram os dirigentes colorados.

 

O grande problema do time, a meu ver, foi que dois titulares se lesionaram. Ceará e o garoto Sidnei são muito bons e não foram substituídos à altura. Na frente, faltou mais objetividade.

 

O Inter tenta a volta de Nilmar. Não sei como ele está –vem de problema sério nos joelhos -, mas pode dar um toque de qualidade ao time.

 

NOS ACRÉSCIMOS

 

A semana promete. Promete decepções, frustrações. O caso do mensallão será decidido. Zé Dirceu e todos os implicados serão absolvidos, não tenho dúvida, mesmo com as cuecas cheias de dólares.

Hoje, ouvi um economista analisando a declaração do Luís Inácio -comentada em tópico anterior aqui -, em que ele garante que a crise financeira mundial não vai atingir o Brasil. O economista disse que ainda há muita água para rolar e concluiu: "Se o presidente não sabe o que passa ao seu redor, no gabinete ao lado, vai saber o que passa na economia internacional?".

Perfeito.



Escrito por Ilgo Wink às 10h51
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