O ódio do Clemer e o discurso do Luís Inácio
A palavra do dia é ódio. O Clemer tinha ódio em cada palavra endereçada ao repórter Leandro Behs, hoje, sexta-feira, no Beira-Rio.
"Você é um mentiroso, não merece a cueca que veste", berrava o goleiro, dedo em riste, diante do Leandro, que empunhava um gravador para registrar o incidente no pátio do Beira-Rio.
Tudo por causa da matéria do Leandro na qual o Clemer diz, entre outras coisas, que o vice de futebol Giovani Luigi escala o time, explicando por que foi substituído pelo jovem Renan.
No vestiário, Clemer negou as declarações e, aparentemente, ficou tudo bem.
Agora, não tenho dúvida: Clemer falou. Sendo assim, está claro que o ambiente no vestiário não é bom. O Luigi, através do Gallo, está mexendo na panelinha dos medalhões. Essa que implicou com o Pato recentemente e, no ano passado, com o Chiquinho.
No que isso vai dar? Depende da resposta do time dentro de campo. Depende da habilidade do novo treinador. Dos reforços que o Inter contratar.
Não pode ficar nos Douglões da vida. Precisa trazer pelo menos dois jogadores daqueles que lotam aeroporto, que cheguem já como titulares.
Enquanto isso não ocorrer, penso que o time vai penar no Brasileiro. A derrota em casa para o Botafogo foi terrível. Neste sábado, tem uma pedreira em Curitiba, contra o Atlético. Nova derrota pode precipitar acontecimentos. Nesta hipótese (bastante plausível), até é bom que o jogo é longe de casa.
Resumindo: continuo achando que o Gallo não dura muito no Inter.
Infelizmente, não posso dizer o mesmo do Luís Inácio. Não, não é um novo zagueiro, trata-se do presidente Lula mesmo. Este segue firme. Hoje, usou a palavra ódio. Ele que cresceu politicamente manifestando ódio "às elites deste país", aos "banqueiros", ao FMI, "aos políticos corruptos", etc, hoje vive clima de novela das oito no último capítulo, todo mundo feliz, casamentos, festas e risos.
Pois transcrevo parte do discurso: "...quando tiver um projeto no Congresso Nacional que não é de interesse do presidente mas da nação brasileira, eu peço: pelo amor de Deus, vamos deixar o ódio embaixo da mesa e vamos votar as coisas de que este pais precisa, porque este pais nao comporta mais briga pequena, este pais nao comporta mais acusacoes, insinuacoes em epoca de eleicão".
Quem diria? O líder do partido que mais empacou projetos nos últimos anos agora quer agilidade, paz e amor.
aí, vem o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA), e dá nos dedos: “A obstrução da pauta é praticada pelos próprios governistas. As razões, o próprio Lula pode explicar, já que o mensalão e as sanguessugas foram operações comandadas por integrantes do governo dele. Além do mais, o presidente inunda o Congresso com medidas provisórias irrelevantes".
Agora, ódio mesmo sentiram os torcedores do Boca, quinta-feira, no jogo contra o Libertad. A arbitragem invalidou gol legítimo do Boca, que venceria por 2 a 1. Ficou no empate. Bom para o Libertad, que decide em casa. Tenho pena do Boca: o Libertad, já escrevi antes aqui, é o time do presidente da Conmebol.
Escrito por Ilgo Wink às 20h01
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