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Festa gremista, mais foguetório e a alegria da 'bandidagem'

Quando viu aquela cena, o Paulo Mendes, da editoria Rural do CP, um colorado que só não é mais colorado por falta de espaço, gritou, num misto de indignação e gozação: “Mas, bah, aonde foi parar a isenção da equipe de esportes? Assim não dá, tchê”.

 

Afinal, o que causou a reação do Paulo?

 

A cena parou a redação. Um grupo de jornalistas-gremistas (ou melhor, gremistas-jornalistas) se abraçava festejando o segundo gol do Nacional sobre o Vélez. ‘Deu pra eles”, bradou o Chico Izidro, abraçado aos colegas, transbordando de felicidade.

 

(O Inter, agora, precisa golear o Nacional por 3 a 0 para garantir a vaga na Libertadores. Ficou difícil, quase impossível. A tarefa do Grêmio é menos difícil.)

 

A última vez que vi o Chico assim, tão feliz, foi quando saiu a segunda edição do consagrado Era Vidro e se Quebrou.

 

Agora, cena igual, só quando o Inter foi campeão do mundo. Metade da redação, vestida com a camisa do Inter, por pouco não transformou a redação num bailão vermelho. Cheguei a me lembrar do Baile Vermelho e Branco, que era realizado durante o carnaval no Gigantinho.

 

Mas, em meio a festa do grupo de gremistas – o Paulo Moura, nosso decano, e o Alfredo Possas, ambos gremistas enrustidos, não aderiram, mas estampavam um sorriso Mona Lisa), ouviram-se foguetes.

 

Fiquei na dúvida: eram gremistas festejando ou a “bandidagem” comemorando a queda do combativo secretário Enio Bacci?

 

Quem sabe não seriam os aposentados gastando antecipadamente os três por cento de reajuste? Ou os responsáveis pela licitação na Infraero para compra de 79 ônibus – conforme informou o Paulo Santana em sua coluna na ZH – por R$ 49,8 milhões quando os mesmo veículos poderiam ser adquiridos por R$ 28,9 milhões? Esse pessoal embolsouR$ 20,9 milhões de uma só vez. Fácil, muito fácil.

 

E eu que pensei que o PT ia mesmo combater a corrupção. Juro, eu não votei neles, mas acreditei um pouco nessa possibilidade. Está bem, podem me chamar de ingênuo, trouxa e tudo o mais.

 

Também acreditei na sinceridade do projeto da Yeda, mas pelo que vi nesse episódio da Segurança, onde uma denúncia do ex-secretário Bacci sobre contratos lesivos aos cofres públicos (terceirização de segurança na Segurança e de serviço de faxinas não realizadas)  teria sido ignorada, já começo a tirar o meu time de campo.

 

Sobre isso, se forem fundo no Detran vai aparecer até gente da crônica esportiva beneficiada com contrato muito interessante. Mas isso é peixe pequeno.

 

O peixe graúdo está mais lá pra cima.

 



Escrito por Ilgo Wink às 10h34
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O vexame gremista e os foguetórios

Já escrevi aqui que gremistas e colorados ultimamente só soltam foguetes para festejar maus resultados do adversário, não para comemorar suas próprias vitórias.

 

Foi o que aconteceu depois da eliminação do Inter do Gauchão e foi o que houve ontem, após o vexame gremista na Colômbia. Um grande foguetório marcou a derrota por 3 a 1 diante do Cúcuta (e olha que por pouco não foi quatro).

 

Há tempo que venho alertando para a precariedade do time armado pelo técnico Mano Menezes. Escrevi isso na coluna De Primeira. Dezenas de gremistas me xingaram e me chamaram de colorado. Foi por essas e outras que decidi abrir que sou gremista. Sou gremista, mas não sou abobado da enchente (essa expressão deve ser por causa da enchente de 1941, imagino).

 

Um gremista, o Marcos Bernardi, me escreveu sobre uma coincidência. Em 1990, em abril, o Grêmio também precisava vencer o Cerro, no Olímpico, para seguir na Libertadores. O presidente era o mesmo Paulo Odone. Tudo igual: o Grêmio de novo só precisa de uma vitória simples sobre o Cerro. Vamos torcer para que dessa vez tudo dê certo. Mas duvido.

 

Duvido porque o Grêmio tem um treinador medroso. Ou porque não confia no time, sabe de suas limitações, ou porque é simplesmente medroso, como são todos os treinadores.

 

Que o time tem limitações, é certo. Agora, os problemas ficaram agravados ontem por causa do esquema covarde de Mano. Amontoou volantes no meio e retirou uma peça criativa e habilidosa, o garoto Carlos Eduardo, privilegiando o apenas esforçado Ramón. Resultado: o Tuta isolado na frente e raros lances de gol.

 

O pior é que a atuação pífia de ontem pode refletir no desempenho do time no Gauchão. O grupo ficou com moral abalado, o que é bom para o Caxias. Se não houver uma reação forte do grupo e da direção, o time cai no Gauchão e não vence o Cerro, para alegria da nação colorada.

 

Aliás, os colorados estão faceiros. Percebo isso na redação do CP, meu termômetro para medir o estado de espírito de gremistas e colorados.

 

A vitória sobre o Emelec renovou esperanças. Abel deixou de ser tão ruim, Rubens Cardoso já recebe elogios, Fabiano Eller já não faz tanta falta, e por aí vai.

 

É o futebol. Somos todos analistas de resultados. Agora, que Grêmio e Inter estão devendo futebol, estão. Podem até passar de fase, mas não irão muito longe. No caso do Grêmio, com o reforço de Amoroso, a coisa vai melhorar muito. Agora, pra valer a pena o investimento, é preciso seguir na Libertadores.

 

E isso não será tão fácil quanto a maneira tranqüila que o presidente Lulla está conseguindo um aumentozinho de 80 por cento em seu salário. Já para os aposentados, 3 por cento. E segue o baile.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Ilgo Wink às 11h00
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Em jogo o título 'Campeão Gaúcho Fifa'

Por mais que a crônica esportiva se esforce, não tem mais como esquentar o Gauchão, que ficou tão frio que até a temperatura caiu.

 

A eliminação prematura do campeão mundial alegrou os gremistas. Conheço alguns que ficaram tão contentes que já se consideram recompensados pela afronta colorada no Japão. Alegrou os gremistas, mas tirou a emoção do campeonato.

 

As alegrias e as tristezas no futebol, como na vida, são passageiras. ‘Mas tudo passa, tudo passará’, gritava o Nelson Ned (para quem não sabe é um sujeito verticalmente prejudicado e mais feio que o Alfredo Possas vestido de Tiririca) nos programas do Chacrinha e do Flávio Cavalcanti lá pelos anos 70.

 

Assim, a euforia gremista pela eliminação do Inter também é passageira. A meta agora é conquistar o título na terra do campeão do mundo.

 

E a coisa ficou fácil. Não muito fácil, apenas fácil, porque o Grêmio tem um time pouco confiável. Deve passar pelo Caxias e, depois, pelo Juventude, que é favorito contra o Veranópolis. Só que contra o Juventude, a disputa será mais difícil.

 

Já escrevi aqui o quanto fiquei impressionado com o time do Ivo Wortmann na partida diante do Inter, no segundo turno.

 

Ontem, na redação do CP, o gremistão Chico Izidro prometeu torcer pelo Ju só para sacanear o Carlos Correa e o Élio Bandeira. Explico: os dois não gostam do Ivo Worthmann. Dizem a toda hora que ele nunca foi campeão. Quando fala do Ivo, o Bandeira costuma fingir que lustra uma estande onde há um espaço em branco reservado ao primeiro troféu do técnico do Juventude. Maldade. O Carlos ri, apoiando a brincadeira.

 

O Hiltor Mombach costuma perguntar: “Que mal o Ivo fez pra esses caras?”. Ninguém sabe, é um mistério.“Ele nunca ganhou nada como técnico”, repete o Carlos, arriscando uma justificativa.

 

Mas, é inegável que o Grêmio ficou com tudo para conquistar o bicampeonato. E acho que deve se empenhar ao máximo, porque esse pode ser o seu único título na temporada.

 

E o título é importante, porque, afinal de contas, estamos na terra do atual campeão mundial interclubes. Parece que já estou vendo um novo painel no Olímpico:

 

Campeão Gaúcho Fifa.

 

Agora, se cair diante dos times da Serra, será um vexame monumental (sem trocadilho), o que fatalmente irá resultar no aviãozinho: “Eles estão fora também”.

 

 



Escrito por Ilgo Wink às 10h28
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