O ponto G: do Inter a Lula e Luana
O Inter ainda não encontrou o seu ponto G.
Se o presidente Lula, que só não é folclórico porque é esperto, muito esperto, mais que eu e todos vocês – com todo respeito a vocês – entende que Brasil e Estados Unidos estão próximos de encontrar o instigante ponto erótico na questão do etanol (foi Lula quem falou em ponto G para o mundo inteiro, não eu), acho que posso transferir isso para o futebol.
Quero pedir desculpas, porque não gostaria mais de citar o nome do cidadão que preside o nosso país e, de que quebra, ajuda a Bolívia, a Venezuela, etc, com o meu dinheiro, o nosso dinheiro. Ele acaba de doar 20 milhões de reais, através de Medida Provisória, ao Evo Morales, como contribuição à reforma agrária boliviana.
Uma reforma que prevê a desapropriação de terras de 3 mil brasileiros que lá vivem, tenham eles direito ou não a essas terras. Esse recurso, segundo o Estadão, é equivalente à verba anual do Programa Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Semi Árido, que favorece o nordeste brasileiro.
É um tema chato esse. Por isso, melhor falar em futebol. Pretendia falar da Luana Piovani. Será que alguém já encontrou o ponto G da Luana? Estou na fila. Ficha 3.544. O Chico Izidro, o consagrado autor de Era Vidro e se Quebrou, pegou a ficha 2.971.
Na última Caras, ela está na capa, confessando que está sozinha de novo. Eu compro a revista pra esquecer o Lula e pra ganhar as réplicas dos grandes mestres da pintura. Com a Luana na capa dizendo que está só, fiquei com mais um motivo.
Mas voltando ao Inter. O time está sem ponto G. Não tem equilíbrio entre seus setores. Com isso, a defesa vaza, o meio-campo se perde e o ataque naufraga. E não é só porque não tem o Fabiano Eller, como gritam alguns colorados. O problema, pra mim, está no meio-campo. O Wellington Monteiro deu certo quando o time estava embalado, mas é jogador pra ficar no banco ou fora dele em um time de ponta. O Edinho é outro que só joga com a máquina azeitada, mas não chega a comprometer. O Alex não marca bem, não articula e não faz gol. É outro que só pode ser banco. Resta o Fernandão. Pouco, não?
Diante disso, estoura na defesa e no ataque. O ponto G do Inter é seu meio-campo. Mas não um ponto de prazer dos colorados, mas de dor. Sofrimento. É o ponto G de alegria dos adversários do Inter e dos gremistas, que estão em estado de êxtase.
Enquanto o Inter tropeça e cambaleia, o Grêmio segue firme rumo ao título do Gauchão. Quero admitir aqui, humildemente, um erro de análise que passei enquanto escrevia a coluna De Primeira no CP. Eu escrevi, em síntese, que Grêmio e Inter chegariam com facilidade à final, que os clubes do Interior não tinham a menor chance, que apenas o Juventude poderia incomodar, mas só incomodar.
Me quebrei. O Inter me quebrou. O Grêmio confirmou, mas o Inter começou a fracassar também com os titulares, o que é inadmissível diante de equipes como Ulbra e Santa Cruz.
Então, me quebrei.
Por isso, vou saindo de fininho, vou acompanhar Lula e Bush. Estou louco pra ver os dois tentando encontrar o ponto G dessa relação neurótica e interesseira.
Ah, se eu já encontrei o ponto G feminino? Sim, o alfabeto inteiro.
Escrito por Ilgo Wink às 10h08
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