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O foguetório vermelho e a dura realidade da Libertadores

Lá pelas 23h e 30 minutos de ontem, dia 15, ouvi foguetórios vindos de vários pontos da cidade. Quem não estava acompanhando a jornada melancólica do Grêmio em Ibagué, diante do poderoso Tolima, imaginou que fossem gremistas festejando a segunda vitória do time na Libertadores.

 

Eram colorados desovando os foguetes que haviam reservado para o jogo da véspera, contra o Vélez, que terminou, como todos sabem, num vexame colorado em território argentino.

 

E assim vão gremistas e colorados, festejando a derrota do rival, porque suas vitórias são cada vez mais raras e menos grandiosas.

 

Quando escrevi a coluna De Primeira, agora, nas férias do Hiltor, cansei de alertar que a campanha do Grêmio no Gauchão era ilusória, tipo engana-bobo. Não tem como comparar centavos novos com sentar nos ovos.

 

Em relação ao Inter, escrevi que do que jeito que estava, assim como o Grêmio, não iria longe na Libertadores. Até acho que o Grêmio está melhor e deve seguir em frente, mas parando em seguida se não reforçar a equipe.

 

Alguns colorados me escreveram percebendo soberba na diretoria colorada. E acho que é por aí mesmo. Até hoje, mesmo com tantos resultados pífios, isso pode ser constatado. Vamos ver como fica a coisa depois da rodada deste final de semana do Gauchão. O Inter, pelo que vejo, vai perder para o Juventude.

 

E aí, não haverá soberba que resista ao que deverá suceder.



Escrito por Ilgo Wink às 10h56
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O Efeito Universal e o dedo cortado (não é o do Lula)

Os dias têm sido difíceis. Esta frase me faz lembrar outra: ‘Em tempos difíceis abra um bar’, esta é do Hemingway, ligeiramente melhor que eu no uso das letrinhas. O problema é que os tempos difíceis estão durando algumas décadas, com alguns períodos, breves, de paz, progresso, harmonia, amor e dinheiro.Este último item em menor escala.

 

Bem, os dias pioraram. A venda do CP e agregados causou turbulência. Seguidamente, alguém me pergunta como é que vai ficar a situação, como a gente lá da redação está vendo tudo isso, o Correio vai virar o Correio de Deus? O prédio será transformado num templo? E por aí vai.

 

Por enquanto, estamos todos na expectativa. O que me causou preocupação, mesmo, foi o primeiro reflexo disso, a demissão de colegas da Pampa.

 

O segundo reflexo do negócio foi a volta de um colega (da editoria de esportes) ao trabalho assim que soube da notícia que a Universal havia comprado o pacote todo.

 

Pois o colega havia cortado um dedo ao lavar uma xícara na pia do banheiro. Isso foi na semana passada. Não sei a dimensão do corte, mas ele invadiu a redação segurando a mão direita, sangue jorrando (a conta gotas, a conta gotas), expressão de dor que só as mulheres têm na hora do parto. Pânico na redação. Colegas quase desmaiaram (exagero).

 

O colega foi, então, ao médico do jornal. No segundo andar do prédio. Depois, subiu um lance de escadas. O médico o examinou e decretou, com ar grave: assim tu não podes trabalhar. Vou te dar nove dias de licença. O colega ainda ponderou que talvez fosse muito tempo (bem, isso não sei se é verdade).

 

O fato é que ele foi pra casa. Será que foi tão grave assim? Será que ele vai perder o dedo (nem sei qual o dedo, mas parece que foi o anular)?, perguntavam-se os colegas do esporte, preocupados não tanto com o ele, mas com o trabalho que sobraria pra eles, eu inclusive. O Hiltor, que é o editor, só mastigava a sua Bic, com mais vontade. No final da noite, nada havia sobrado da caneta.

 

Quatro dias depois disso, saiu a bomba. Foi na segunda-feira, dia 12. O colega foi imediatamente avisado. Sua primeira reação: “Estou voltando amanhã”. E emendou: “Vou consultar com o médico e mostrar que já estou melhor”.

 

No dia seguinte, ontem, ele já estava ali trabalhando firme, teclando devagar, mas teclando.

 

Foi a primeira conseqüência concreta do ‘Efeito Universal”.

 

Agora, vamos aguardar os acontecimentos.

 

Enquanto isso, se não dá pra abrir um bar, como fez o Márcio Beyer, produtor de esportes da Rádio Guaíba, vamos todos beber alguma coisa. De preferência no bar do Márcio, o Beco das Garrafas, que fica ali onde era o Bar de Walter, na Cristóvão, a meia quadra da Ramiro. (Acho que este comercial vai me render uma Brahma da Polar bem gelada).

Escrito por Ilgo Wink às 09h52
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O ponto G: do Inter a Lula e Luana

O Inter ainda não encontrou o seu ponto G.

 

Se o presidente Lula, que só não é folclórico porque é esperto, muito esperto, mais que eu e todos vocês – com todo respeito a vocês – entende que Brasil e Estados Unidos estão próximos de encontrar o instigante ponto erótico na questão do etanol (foi Lula quem falou em ponto G para o mundo inteiro, não eu), acho que posso transferir isso para o futebol.

 

Quero pedir desculpas, porque não gostaria mais de citar o nome do cidadão que preside o nosso país e, de que quebra, ajuda a Bolívia, a Venezuela, etc, com o meu dinheiro, o nosso dinheiro. Ele acaba de doar 20 milhões de reais, através de Medida Provisória, ao Evo Morales, como contribuição à reforma agrária boliviana.

 

Uma reforma que prevê a desapropriação de terras de 3 mil brasileiros que lá vivem, tenham eles direito ou não a essas terras. Esse recurso, segundo o Estadão, é equivalente à verba anual do Programa Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Semi Árido, que favorece o nordeste brasileiro.

 

É um tema chato esse. Por isso, melhor falar em futebol. Pretendia falar da Luana Piovani. Será que alguém já encontrou o ponto G da Luana? Estou na fila. Ficha 3.544. O Chico Izidro, o consagrado autor de Era Vidro e se Quebrou, pegou a ficha 2.971.

 

Na última Caras, ela está na capa, confessando que está sozinha de novo. Eu compro a revista pra esquecer o Lula e pra ganhar as réplicas dos grandes mestres da pintura. Com a Luana na capa dizendo que está só, fiquei com mais um motivo.

 

Mas voltando ao Inter. O time está sem ponto G. Não tem equilíbrio entre seus setores. Com isso, a defesa vaza, o meio-campo se perde e o ataque naufraga. E não é só porque não tem o Fabiano Eller, como gritam alguns colorados. O problema, pra mim, está no meio-campo. O Wellington Monteiro deu certo quando o time estava embalado, mas é jogador pra ficar no banco ou fora dele em um time de ponta. O Edinho é outro que só joga com a máquina azeitada, mas não chega a comprometer. O Alex não marca bem, não articula e não faz gol. É outro que só pode ser banco. Resta o Fernandão. Pouco, não?

 

Diante disso, estoura na defesa e no ataque. O ponto G do Inter é seu meio-campo. Mas não um ponto de prazer dos colorados, mas de dor. Sofrimento. É o ponto G de alegria dos adversários do Inter e dos gremistas, que estão em estado de êxtase.

 

Enquanto o Inter tropeça e cambaleia, o Grêmio segue firme rumo ao título do Gauchão. Quero admitir aqui, humildemente, um erro de análise que passei enquanto escrevia a coluna De Primeira no CP. Eu escrevi, em síntese, que Grêmio e Inter chegariam com facilidade à final, que os clubes do Interior não tinham a menor chance, que apenas o Juventude poderia incomodar, mas só incomodar.

 

Me quebrei. O Inter me quebrou. O Grêmio confirmou, mas o Inter começou a fracassar também com os titulares, o que é inadmissível diante de equipes como Ulbra e Santa Cruz.

Então, me quebrei.

 

Por isso, vou saindo de fininho, vou acompanhar Lula e Bush. Estou louco pra ver os dois tentando encontrar o ponto G dessa relação neurótica e interesseira.

 

Ah, se eu já encontrei o ponto G feminino? Sim, o alfabeto inteiro.



Escrito por Ilgo Wink às 10h08
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