Babel e Beco das Garrafas
Estou pensando em cadastrar os freqüentadores deste espaço. São tão poucos que conheço todos. Vou começar pedindo os dados dos três que fizeram comentários gentis no comentário abaixo, onde relatei um momento memorável das minhas “férias”.
Por que as aspas? É que as férias são apenas do jornal (o que já é muito bom), mas tenho outras atividades durante o dia.
Então, vou pedir CPF, Atestado de Bons Antecedentes, Título de Eleitor, comprovante de residência, etc, da Katiuscia, da Vanessa e do Luís Felipe, que, pelo jeito, são os que ainda resistem e de vez em quando prestigiam este blogueiro relapso. (A Vanessa e o LF também têm seus blogs, muito bons).
Acho que o Márcio Beyer, produtor da rádio Guaíba, também pode entrar nessa. Ele largou o meu blog, tudo bem. É compreensível. Afinal, O Márcio está trabalhando demais. Agora é dono de um boteco com música ao vivo e tudo.
É o Beco das Garrafas. Estive lá na semana passada e talvez volte hoje à noite. O bar fica na Cristóvão Colombo, 933, onde era o Walter, que hoje está na Dr. Vale, antes da subida. Como eu sou mais antigo, conheço o Walter do tempo da Ramiro, único lugar onde um estudante de jornalismo sem dinheiro podia saborear um filé.
O prédio é da década de 20 (não, eu não era nascido Chico Izidro), uma arquitetura interior admirável. A decoração é despojada. Enfim, um lugar agradável e com preços acessíveis. Tem música ao vivo e quem quiser ainda pode se meter a cantar. Qualquer hora eu tomo umas e me atrevo.
Só espero que não deixem o Hiltor Mombach pegar o microfone. Depois do vigésimo chope ele vai querer cantar. E aí nós teremos de ouvir o bolero La Barca umas dez vezes (é a única letra que ele conhece, não me perguntem por que).
Nesta quinta, tem show de MPB com o Lauro Dornelles, violão e vocal.
Tem também uma mesa de sinuca no local. Se eu não cantar, vou jogar sinuca. Sou imbatível. Pelo menos até a terceira cerveja.
Futebol e cinema
Ontem, cheguei a pensar em assistir ao jogo do Grêmio contra o 15, no Olímpico. Na arquibancada, lugar que não freqüento há muitos anos. Desisti.
Em compensação, assisti a um concorrente ao Oscar: Babel. Queria ver Pequena Miss Sunshine, na sala Paulo Amorim, mas só tem uma sessão às 18h10. Concorrente ao Oscar e está só num cinema, é brabo!
Não gostei de Babel. Não sei se é porque fiquei nas primeiras filas, tão perto da tela que quase virei protagonista no lugar do Brad Pitt (seria vaiado, é claro), ou porque não gosto de sair de casa para ficar angustiado numa sala de cinema.
O Chico já analisou o filme em seu blog (sala-escura.blogspot.com) e ele também não gostou. Estou bem acompanhado, porque o Chico (sim, é o Chico Izidro, o festejado autor de Era Vidro e se Quebrou) é um cara que sabe tudo sobre cinema.
Ah, um parêntese, no Bar do Beto, segunda-feira, ele presenteou meu ex-colega da Fabico, o Régis Nestrowski (ESPN), com um exemplar. Com autógrafo e dedicatória.
Voltando ao filme: gostei mesmo foi da interpretação de duas atrizes, ambas concorrendo ao Oscar de coadjuvantes: Adriana Barraza e Rinko Kikuchi, que interpretam uma babá mexicana e uma jovem japonesa, surda-muda
Gostei, também, de uma antológica e emocionante interpretação do clássico do bolero Tu me acostumbraste. .
Quem viu o filme, por favor, se comunique. Ah, vamos prestigiar o Beco das Garrafas.
ENCONTRO

Elio Bandeira, que apareceu porque sentiu o cheiro de polenta frita, Régis, Chico, e eu.
Escrito por Ilgo Wink às 13h28
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