Lucas, um craque
Qual é o maior acerto do governo Lulla? Está bem, é difícil encontrar algo bom que ele tenha feito. A não ser, claro, procedimentos que o levaram à reeleição. Mas esse é um assunto que já cansou e que não leva a nada. Quem sou eu para ir contra a vontade de mais de 60 milhões de pessoas?
O maior acerto do presidente reeleito foi a compra do Aerolulla. Imaginem o sujeito agora nas filhas de aeroportos? Sim, porque o outro avião, o Sucatão, não dava mais mesmo. Se bem que o Lulla ainda poderia fazer uma viagenzinha de volta ao mundo nele (ele gosta tanto de viajar), assim como despedida.
Não importa se o avião custou mais de 50 milhões de dólares. O importante que o Lulla vai para lá e para cá sem passar pelo sofrimento dos mortais comuns. E elle não está nem aí para esse pessoal, tanto que até agora não se manifestou sobre a crise na aviação.
Que presidente que vocês elegeram, hein? (desculpem-me os leitores que não se enquadram nisso)
Mas se o Lulla acertou, eu também acertei em alguma coisa. Não tão relevante, mas pra mim importante, porque fui alvo de gozação quando escreví o texto abaixo, na coluna De Primeira, de 5 de março deste ano.
Ontem, dia 4 de dezembro, Lucas foi eleito volante titular da seleção do Brasileiro. Sei que a Placar vai publicar na próxima edição que Lucas foi escolhido a Bola de Ouro do campeonato.
Lucas, o craque do Brasileirão. Bem, eu mereço me dar esse presente. Aí vai:
LUCAS, UM CRAQUE
Poucos jogadores surgidos no Grêmio e no Inter nos últimos anos me impressionaram mais que o volante Lucas. Mais até do que Sobis, Nilmar, Daniel Carvalho e Anderson, talentos que começaram a brilhar no Olímpico e no Beira-Rio.
O sobrinho de Leivinha, um dos grandes atacantes do futebol brasileiro nos anos 70, pode não ter o refinamento técnico dos quatro citados, ou o lampejo de criatividade para decidir jogos, mas ele joga os 90 minutos como se cada minuto fosse decidir uma final de Copa do Mundo.
E não importa o adversário, o local ou a dimensão do jogo. É um jogador que se doa ao time, marca com obstinação, arma com objetividade e se lança ao ataque com volúpia.
Não espere de Lucas uma pedalada, um balãozinho ou uma bola entre as pernas do marcador, mas é certo que dele virá sempre a beleza do futebol competitivo e vitorioso.
Escrito por Ilgo Wink às 07h39
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