O dia da garra gremista
Quando escrevi sobre a “parceria” entre Grêmio e Juventude, no tópico abaixo, sabia que os colorados sairiam rapidinho para apoiar a tese do Élio Bandeira. Tinha certeza que o Márcio Beyer também viria como um trator. Só faltou o Ernani Campello. Acho que ele me abandonou ou está tão preocupado com seus 235 outros clubes, em especial o Cruzeirinho, que não tem mais tempo para dar seus palpites aqui.
Na realidade, não estamos perdendo grande coisa (acho que com essa provocação ele dá sinal de vida).
Só o Raul, gremistão, saiu atacando essa tese maluca que os colorados insistem em defender e a propagar. Logo veio a tropa de choque liderada pelo Márcio para rebater com a sutileza de um Fabão na defesa do São Paulo.
O curioso nessa história toda que a apenas a Cláudia (vide comentários do tópico abaixo) abordou o tema principal do meu comentário, ou seja, a ruindade de alguns jogadores do Grêmio e como pode um time com Herrera, Escalona, Ramon e outros chegar aonde chegou. Mas a Cláudia lembrou bem: há vários exemplos de times campeões que tinham entre os titulares um ou dois jogadores que destoavam.
No atual time do São Paulo me parece que o nível é de médio para cima, sem nenhuma estrela de primeira grandeza. Mas também não tem ninguém prejudicando ou puxando para baixo. No Inter, tem alguns que comprometem: Adriano, Rubens Cardoso, Michel. Acho que ficamos por aí. Nenhum, porém, é titular. Se bem que basta estar no grupo para daqui a pouco entrar numa final no Japão. E aí tudo pode acontecer.
Agora, os colorados não precisam se preocupar. O Inter já é favorito no Mundial. O Barcelona está num processo de desmanche. Já são quatro de suas estrelas que estão fora da competição.
O que tem de tambor batendo nas encruzilhadas de Porto Alegre é uma grandeza. Estamos nos transformando numa Bahia, sem a Ford.
Voltando aos temas que incomodam os colorados e, por óbvio, fazem a felicidade dos gremistas:
O título mundial do Grêmio em Tóquio. Isso dói fundo. Outra coisa que machuca e que provoca deboche, que na verdade é dor-de-cotovelo mesmo: a batalha dos Aflitos. Eles debocham dos vídeos, do livro do Zini, que está muito bom.
Conquistar o Mundial no Japão, a Copa Toyota, como dizem por aí, é fácil. Muitos já conquistaram esse título. Alguns até repetiram a dose.
O brabo mesmo, o difícil mesmo, o impossível, é repetir a façanha gremista em Recife no dia 26 de novembro de 2005.
Ontem, o Conselho do Grêmio estabeleceu a data como ‘O dia da garra gremista”.
Vencer com 11 é fácil. Agora, com sete, um pênalti contra e um estádio lotado de inimigos não é pouca coisa, não. Foi correta a decisão dos conselheiros.
Afinal, foi mesmo uma façanha.
Escrito por Ilgo Wink às 10h43
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