O recado dos gaúchos ao Brasil: o PT fora do segundo turno
Estou feliz, mas assustado.
Assustado por causa de uma frase da Heloísa Helena, no debate da TV Globo, ontem. (questão de ordem: foi legal a Globo ter colocado a cadeira vazia do Lulla e permitido que os candidatos fizessem pergunta para o candidato ausente).
Ela simplesmente disse que o presidente Lulla é o grande comandante de uma organização criminosa capaz de roubar, matar e liquidar quem passa pela frente ameaçando seu projeto de poder. É mais ou menos o que saiu publicado na Veja desta semana, página 52.
Aí, me ocorreu que essa turma pode querer atacar ou, o que é pior, apagar seus críticos. Coitado do Diogo Mainardi.
Acho que eles não vão se preocupar com os ilgos da vida, mas aí é que está: eu sou cagão. Não tanto quanto o Lulla, a ponto de fugir de um debate depois de insinuar que iria, mas sou medroso.
Se o Abel Braga me chamasse de cagão, como fez no jogo de domingo no Beira-Rio, dirigindo-se ao árbitro, eu não daria cartão vermelho pra ele. Tudo bem, sou medroso assumido. Gosto daquela frase: melhor seu um covarde vivo que um herói morto.
O prefeito de Santo André não era propriamente um herói, mas está morto. Com muitos tiros.
Por isso, hoje, pelo menos. não vou falar mal do Lulla e sua ... Bem, vocês sabem.
É que fui dormir feliz e acordei feliz.
Ontem, ao deixar o Correio do Povo, perto da meia-noite, entrei na sala do Telmo Flor, chefe da redação. Sobre a sua mesa estava a pesquisa do CP. Uma pesquisa de tremenda credibilidade. E ali estava registrado que a Yeda havia passado o Olívio.
Que felicidade! A diferença é mínima, um empate técnico. Mas a tendência é de que a Yeda vá para o segundo turno com Rigotto.
O PT estará fora pela primeira vez depois de 16 anos disputando o título. Ele vai pra arquibancada assistir ao confronto dos finalistas. Tipo o Grêmio vendo o Inter decidir com o São Paulo. Os gremistas sabem quanto isso dói.
Mas não podemos nos dispersar: vamos votar na Yeda agora para alijar o PT na disputa aqui no RS.
Se tivermos êxito, mostraremos ao Brasil que o gaúcho ainda tem capacidade de indignação, que não aceita a corrupção seja da direita, seja da esquerda. Pena que isso não ocorra na grande maioria dos outros Estados.
O dinheiro desviado dos cofres públicos para os bolsos e cuecas de ladrões é o meu dinheiro, o nosso dinheiro.
Por isso, vamos mandar o Olívio pra arquibancada. Depois, a gente decide quem irá governar o RS: Rigotto ou Yeda.
Vou de Yeda no primeiro turno. Depois, volto para o Rigotto.
Para a presidência, estou indeciso entre a Heloísa Helena, que diz tudo o que eu gostaria de dizer, e o Cristovam Buarque, que tem um projeto que eu sempre defendi, que é o de priorizar a Educação, a base de tudo.
Uma bandeira que sempre foi erguida por Brizola.
O Cristovam não empolga, não tem carisma, não tem jeito de político, mas me parece um cara sério. Além disso, ele me deixou emocionado ao citar Brizola no final do debate.
É isso: em homenagem ao Brizola, votarei no Cristovam.
Meu voto para o Geraldo será no segundo turno.
Escrito por Ilgo Wink às 10h52
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