Inter, Grêmio e a campanha pelo voto em branco
Grande vitória do Inter. Virou o jogo para 2 a 1 no Maracanã, mesmo com o time tendo perdido jogadores importantes como o Sobis e o Tinga.
O resultado comprova que o Inter tem um bom grupo e que, com os reforços, vai melhorar, passando a brigar pelo título brasileiro, ao contrário do que já projetavam alguns colorados.
É o futebol nos dando mais uma vez um ensinamento: as coisas podem mudar para melhor, mesmo que isso por vezes pareça impossível.
Vejam na política. Sim, prometi não falar mais em política e em eleição aqui, mas se o sr. Lulla prometeu tanto e não cumpriu nada, desmentindo toda a sua biografia de “luta em favor do trabalhador e contra a exploração das elites, dos banqueiros, do FMI , etc” (era mais ou menos isso que dizia nos velhos tempos), e ainda assim é favoritaço nas eleições, por que eu não posso descumprir essa humilde promessa, que, na verdade, nem chegou a ser uma promessa?
Mas vamos ao que interessa. Existe aí uma campanha pelo voto em branco. Quero alertar os mais distraídos, os incautos, os enojados e os revoltados, que nas entrelinhas dessa campanha está escrito:
“O Lulla era a última esperança, se ele não acabou com a corrupção, não atingiu os banqueiros, não enfrentou o FMI, não fez as reformas sociais, etc, ninguém mais fará. Portanto, vote em branco”.
É óbvio que isso é coisa de petista frustrado.
Gente que apostou tudo no Lulla e seus companheiros (o Ministério Público Federal chegou a usar a expressão quadrilha logo após o mensalão ao denunciar 41 elementos, alguns já voltando ao Palácio da Planalto).
Lulla, para esse pessoal que cresceu levando, de graça, bandeiras do PT nas ruas, era um deus, um salvador, um herói.
Eu sei, esse pessoal está machucado por dentro.
É mais ou menos como ficaram os gremistas quando caíram para a segundona e agora quando viram o Inter conquistar a Libertadores. Parece que tudo acabou. Mas o Grêmio está renascendo, a torcida voltou a acreditar.
Ou como a galera colorada, assustada com a perda de alguns ídolos. Já anteviam um fracasso no Japão. O sonho do Mundial ficaria nisso, um sonho.
Mas não é nada disso. As coisas estão se ajeitando no Beira-Rio.
E é assim também em nossas vidas. Quando tudo parece desabar, sempre aparece alguém para nos dar a mão e impedir que a gente caia no abismo.
Na política não é diferente. Eu apostava no Brizola para tirar o Brasil desse atoleiro, desse rema-rema. O Brizola se foi. Confesso que não vejo ninguém hoje em condições de realmente arrumar a casa, não vejo mesmo.
Pode ser o Geraldo. Pode ser a Heloísa. Pode ser até o Cristóvam com a sua cara de buldogue abandonado.
Não sei, pode ser qualquer um.
De uma coisa eu tenho absoluta certeza: não pode ser o Lulla.
O voto em branco ou nulo, é um voto dos desiludidos do PT, do Lulla, do Dirceu, do Genoíno e dessa turma toda que continua aparecendo na tela da TV com a maior cara de pau.
O Brasil é maior, mas muito maior do que essa gente.
Não entre nessa do voto em branco ou nulo. Vote. O voto é a nossa arma, a nossa única arma. Não é grande coisa, mas é o que nós temos.
O voto pode ser a mão que irá impedir a gente caia de vez e ajude a nos reerguer, ou a mão, de quatro dedos, que irá nos empurrar de vez para o abismo.
Escrito por Ilgo Wink às 21h07
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