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DESPEDIDA E RUMO Á NOVA MORADIA

No rastro da modernização de equipamento do centenário CP e ainda estimulado por sugestões de parceiros do blog, decidi dar um jeito na casa. Mais do que isso, mudar de endereço.

Como muita coisa em minha vida, é assim de surpresa, meio de sopetão, no improviso e rapidamente, para não dar chance ao arrependimento e à preguiça e ao comodismo.

Se eu fosse como certos dirigentes de futebol, mudaria não mudando. Deixaria tudo como está.

Deixo velhos textos para trás. E isso me dói. É um pouco de mim que estou abandonando. Mas não é hora de lamentos, nem de choro.

A antiga moradia vai ficar abandonada, habitada apenas pelos meus fantasmas e minhas lembranças.

Morei aqui durante três anos. Meu primeiro comentário foi inserido dia 30 de março de 2006. De lá para cá, recebi mais de 37 mil visitas. Algumas inconvenientes, como aquele cunhado intrometido ou o amigo mala.

Mas todos os visitantes foram bem recebidos, embora alguns tenham me irritado. Muitos se irritaram comigo. A cerveja estava morna, o salgadinho frio, a conversa chata, sei lá, por vários motivos. E nunca mais voltaram.

Outros continuam por aqui, esqueceram a hora de ir embora. Alguns chegaram há pouco tempo, mas já estão à vontade, como se estivessem na casa da sogra ou num boteco.  

O Boteco do Ilgo. Só falta a cerveja gelada e os quitutes.  

O fato é que todos os visitantes são um pouco culpados de eu continuar escrevendo aqui todo esse tempo, mantendo aceso esse diálogo em que uns e outros chegam a falar mais do que o dono do boteco. Mas é pra ser assim mesmo.

Aqui somos todos parceiros. Chega de papo. Cantarolando Chico Buarque e sem chavear a porta, já estou saindo...

 

‘Eu bato o portão sem fazer alarde

Eu levo a carteira de identidade

Uma saideira, muita saudade

E a leve impressão de que já vou tarde.’

 

AH, ENDEREÇO DA NOVA CASA, ARRUMADA PELO MEU FILHO MAIS NOVO, MATHEUS:

www.botecodoilgo.blogspot.com

ESPERO VOCÊS.

 

 



Escrito por Ilgo Wink às 15h39
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A 'média' do Roth e o show da Lisa

O Celso Roth foi ver o show da Lisa Minelli. Um coleguinha da redação acredita que ele foi por engano, achando que era uma palestra do Rubens Minelli.

 

Ao deixar o teatro, Roth teria dito: quem tem bom gosto não poderia deixar de assistir a esse espetáculo.

 

Está aí uma descoberta: o técnico do Grêmio tem bom gosto.

 

Pode até ser, mas não para escolher jogadores.

 

O repórter Carlos Corrêa, atento setorista tricolor, me contou que no treino de ontem ele tentou o Diogo na lateral-direita. Foi um fiasco. O rapaz não acertou um cruzamento. Só o Roth acreditou que ele acertaria. O que é a vontade de escalar o seu ungido.

 

Isso revela uma certa insatisfação com o Ruy. Ou não? Ele colocou o Saimon por ali. Acho que ele quer alguém mais forte, melhor na marcação. O requisito básico para um time com três zagueiros (não gosto desse esquema) é ter dois laterais que apóiem bastante e com facilidade.

 

Outra que me contaram, eu não vi, mas imagino que um dos meus 18 parceiros de blog tenha visto.

 

No jogo contra o Zequinha, ele, ele é o Roth, chamou o Makelele para entrar na partida. A torcida, lógico, vaiou. O Roth está naquela fase do se espirrar tem vaia e saquinho de xixi. Mas ele pede.

 

- Burro, burro – gritavam.

 

Foi então que baixou uma luz no técnico. Conversou um pouco com Makelele, ambos sorridentes, se aproximou da casamata, deu um tapa na cobertura da casamata, e – me juraram que a RBSTV captou isso mesmo -, falou, rindo (ele ri, agora ficou provado):

 

- Vou fazer uma média com a torcida.

 

E chamou o Maxi Lopez.

 

Aplausos. Fecha a cortina. Entra a música New York, New York, na voz de Rubens Minelli, digo, Lisa Minelli.

 


Prova da modernização da redação do CP
 
Em primeiríssimo plano, o Paulo Moura, resmungando um "pára ( este pára precisa de acento) Ilgo", expressão que ele mais gosta de usar. Outra: "é tudo japonês", se referindo aos boleiros atuais. A modernização não se refere aos jornalistas, por enquanto.

A garrafa de vinho sobre a mesa é minha, pode tirar o olho.

Em frente, o Carlos Corrêa escolhendo seu melhor ângulo para a foto.

À direita dele, ela, a Mariana, fazendo de conta que não está interessada, mas pensando "será que estou bem maquiada?"


 



Escrito por Ilgo Wink às 10h21
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Ilusionismo no futebol e os zagueiros

A goleada do Grêmio no Zequinha colocou as coisas no lugar. Com seu time titular, o Grêmio, a exemplo do Inter, passa por cima, atropela os pequenos do Gauchão (o problema é que há um Inter no meio do caminho) como o Rever ‘atropelou’ um chevetinho com sua camionete na madrugada de hoje, parece que ali pelas duas e 30.

 

O que faz um atleta de ponta, com salário milionário para os padrões brasileiros, passeando de madrugada nas ruas de Porto Alegre? Aliás, a informação que circula é que Rever anda aprontando muito na noite, o que explicaria o seu declínio nos jogos. É aí que os homens do futebol gremista precisam atuar, mostrar serviço, mostrar que não são apenas bons da ‘latinha’ (microfone). Felizmente, ninguém se feriu com gravidade, mas Rever é um problema neste momento.

 

Só não é pior que o problema maior: Roth.

 

A goleada sobre o Zequinha já deixou alguns gremistas ingênuos felizes, achando que tudo vai melhorar. Esses gremistas, que poderia definir como abobados da enchente, são seduzidos também pelos comentários de alguns cronistas, que elogiam o time agora com o único objetivo de que Roth continue. Sabem que logo adiante a realidade irá escancarar a sua face mais cruel.

 

Ontem, já teve gente aplaudindo o técnico no Olímpico. É até aceitável, porque numa hora dessa o torcedor pensa no clube, e se abraça ao técnico e à direção, porque se vaiar a coisa só irá piorar.

 

Para os esquecidos de plantão, o Grêmio já havia aplicado goleadas antes da segunda derrota para o Inter no Gauchão.

 

A respeito do Inter, vejo o quanto o torcedor pode ser injusto, para não dizer outra coisa. Bolívar. O pessoal vaia o Bolívar na lateral. Ele é um ótimo zagueiro e só não foi campeão do mundo porque acabou negociado depois da Libertadores. Índio era reserva dele. A direção não investir em sua permanência. Tudo bem, até tem gente para a posição, mas nenhum melhor que ele. Assim, Bolívar vai embora no meio do ano. Acho que mais adiante haverá gente com saudade e arrependida de tê-lo vaiado.

 

Já o outro zagueiro, ou projeto de, o Mário Fernandes reapareceu. Mas o mistério segue. Por que ele sumiu? Eu acho que ele entrou em surto, tanto que está sob tratamento médico. Nada que o tempo e um bom tratamento não cure. É o que acredito e espero.

 

Lembro-me do Robert, meia-esquerda habilidoso, que também surtou quando jogou no Grêmio (será que o problema é o Grêmio?). Fez tratamento e melhorou, mas  aí já estava no Santos, onde acabou campeão brasileiro.



Escrito por Ilgo Wink às 10h39
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Tentando entender Roth

Ainda tem gente que não consegue entender por que tanta restrição e rejeição ao técnico Celso Roth. Faço questão de frisar ‘técnico’, para deixar claro que não é nada contra a pessoa, o cidadão, que afinal de contas sequer conheço.

 

Então, sempre que falo em Roth, falo no profissional.

 

A obra dele é como um saco sem fundo. Entre alguns acertos, ele consegue acumular erros inexplicáveis. Nem Freud explica.

 

No jogo contra o poderoso Sapucaiense, ele apresentou uma novidade, o garoto Júlio César, que deu conta do recado. É o início do fim de Diogo no time principal. Com outro técnico seria, mas com Roth tudo é possível. Diogo pode voltar, e isso é uma ameaça.

 

Mas o que mais gostei foi de ver o Maylson na função do Tcheco. O garoto recebeu a chance e a aproveitou. Tudo bem que foi contra o Sapucaiense, mas o guri mostrou que pode ser titular, basta o Tcheco vacilar. Aliás, o que tem de olho grande em cima do Tcheco é uma grandeza, não é Chico do Alegrete?

 

Maylson tem mais vitalidade, boa técnica e boa visão de jogo. Enfim, tem jeito para articulador. Aliás, ele poderia estar jogando entre os titulares, inclusive na segunda função do meio-campo.

 

Mas, como eu ia dizendo, Roth sempre tem que aprontar, contraria o senso comum. Por que não deixar Douglas Costa jogar mais tempo? Será um castigo ao guri? Depois, Roth não entende por que tanta rejeição.

 

Já o colega do Roth, o Tite, mais equilibrado e sem jeito para professor Pardal, segue seu trabalho consistente no Inter. A cada jogo supera a forte rejeição inicial. Ontem, após a vitória sobre o Inter de Santa Maria, ele deixou claro seu objetivo: atacar com segurança para não dar oportunidade ao adversário.

 

O time criou inúmeras chances de gol, poderia ter goleado, e não deu oportunidade ao time do Interior. O Inter, do Tite, está sobrando no Gauchão, como há muito tempo não se via por essas bandas.

 

Se o Grêmio puder evitar, seria bom não enfrentar de novo o co-irmão para não correr o risco de perder de novo e voltar a criar uma crise.



Escrito por Ilgo Wink às 11h51
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Muricy, Tite e Roth

- O Roth não tem jeito mesmo -, disse o repórter Carlos Corrêa, enquanto jogava a mochila sobre sua mesa.

- O que ele fez agora? -, perguntei, imaginando uma nova invenção do técnico.

- Nada demais, só voltou ao normal. Na semana passada, quando o pau tava comendo, ele parecia um anjo, cordial, respondendo todas as perguntas com paciência. Bastou ganhar uma e já voltou a soltar as patas.

O diálogo acima antecipa o que vai acontecer. Roth não muda. Ele se adapta a determinadas circunstâncias, dentro de sua conveniência. Quando está desempregado, dá entrevista com a maior gentileza, sempre prestativo.

Esse comportamento interesseiro mostra o principal problema de Roth: quando ele se sente por cima, se considera no direito de fazer o que quer. E isso repercute no seu trabalho. E ajuda a explicar por que Roth fracassa quando está na iminência de uma grande conquista.

Roth fica se achando e acaba deixando a peteca cair.

Até agora eu achava que o Tite era bem diferente. Um sujeito mais ponderado, equilibrado, mantendo sempre o mesmo comportamento, independente da situação. Em termos de relações humanas, ele se mantém assim, mesmo nos piores momentos.

Agora, ele está me surpreendendo negativamente com essa história de fazer treino secreto quase sempre. Hoje, ele comandou mais um. Alegação: dá mais tranquilidade trabalhar sem torcedor gritando na arquibancada. Numa situação de crise, tudo bem, mas o time está ganhando.

Então, o Tite está me decepcionando ao seguir a escola do Mano Menezes e do Roth, só que maneira amplificada. Deixou de ter meu apoio irrestrito.

Ainda falando em técnicos. A Mariana Oselame telefonou para o Muricy no começo da tarde. Era uma matéria especial pra Rádio Guaíba.

- Muricy, o sr. pode falar comigo agora? -, perguntou a bela Mariana adocicando ainda mais a sua doce voz.

Não adiantou, Muricy foi curto e grosso:

- Não.

Mariana não desistiu:

- Pode ser mais tarde?

- Pode.

- Quando?

- Depois do treino, às seis horas -, resmungou o técnico do São Paulo.

Para completar, sabendo que muitos ainda não sabem quem é Celso Roth (os dirigentes do Grêmio, por exemplo), publico a fábula do escorpião:

O escorpião resolveu mudar-se de onde morava e por isso saiu à procura de um lugar que lhe agradasse. No caminho ele encontrou um rio, e como sabia que não conseguiria atravessá-lo, propôs a uma rã que ela o levasse em suas costas até o outro lado. Mas esta conhecia a má fama que acompanhava escorpião, e por isso perguntou desconfiada:

          - Como eu posso ter certeza de que você não vai me matar?

          O escorpião respondeu maneiroso:

          - Bobagem você ter medo de mim, porque é evidente que se eu lhe matar, também morrerei.

          - E quando chegarmos ao outro lado?

          - Aí, então, eu estarei tão agradecido pela sua ajuda, que com toda a certeza não pagarei com a morte a gentileza recebida.

          Os argumentos do escorpião eram lógicos, e por isso a rã ficou convencida de sua sinceridade. Por isso permitiu que ele se acomodasse em suas costas, e os dois iniciaram a travessia. Mas quando chegaram ao meio do rio, e o passageiro se deu conta de que por depender de alguém ficaria devendo um favor à nadadora, ele não se conformou: ergueu o ferrão e a feriu de morte. Ao sentir a dor da picada, a rã perguntou ao escorpião por que ele havia feito aquilo, pois os dois iriam morrer, e este respondeu:

          - Peço-lhe desculpas, mas não pude evitar. Essa é a minha natureza.

          Moral da história: Quem tem índole ruim, mais cedo ou mais tarde acaba mostrando o que realmente é.

 

 



Escrito por Ilgo Wink às 20h56
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Geraldo Vandré, e que tal um duelo entre Boiacá e União?

Com a vitória sobre o Boiacá, o Grêmio quebrou um tabu contra times colombianos e, principalmente, encaminhou sua classificação à próxima fase, uma classificação que começaria a complicar com qualquer outro resultado.

 

O técnico Celso Roth cedeu e armou o time com dois atacantes, afastou seu pimpolho, o Diogo, e, com isso, o Grêmio repetiu o desempenho que teve contra o Universidad, empate por 0 a 0, inclusive com os mesmos defeitos: imperícia nas concluões.

 

Foram muitas as chances de gol desperdiçadas. O atacante Jonas, de bela atuação apesar dos gols perdidos, vai entrar no Guiness: perdeu três chances claras de gol em menos de 30 segundos. Podem cronometrar.

 

Alex Mineiro, como venho dizendo há tempo, parece cansado, sem força, sem vitalidade, mas se trata de um bom atacante. Herrera entrar fácil no seu lugar.

 

Rever, como líbero diante da defesa, foi impecável. Adilson começa a ficar imprescindível. Tcheco deu o ritmo adequado, participou de boas jogadas. Agora, ainda tem gente que não gosta dele nem pintado de ouro. Tudo bem, faz parte. Eu mesmo não sou seu fã, mas reconheço nele qualidades para seguir titularíssimo.

 

Agora, a questão é o Boiacá é tão ruim assim, ou foi o Grêmio que jogou bem demais. O time lidera o campeonato do país. Não pode jogar sempre dessa forma, tão vulnerável e com tão pouca força ofensiva. Isso contando com a altitude a seu favor.

 

Será o Boiacá pior que o União de Rondonópolis? Duvido.

 

Já ouvi alguns comentários de gente avacalhando o Boiacá, e até com razão, mas o fato é que contra um time ruim, ou que esteve ruim ontem, o Grêmio se impôs e venceu por 1 a 0, quando poderia ter goleado. Na relação com o Inter, já que estão querendo sob todas as formas diminuir a vitória de um time que estava à beira do precipício, o que dizer dos duelos contra o União, uma equipe modesta do interiorzão do Brasil, da terceira divisão?

 

O que eu quero frisar é certos resultados e certos desempenhos levam a conclusões precipitadas.

 

Agora, que seria curioso um duelo entre Boiacá e União, seria.

 

Por fim, reitero, e não é perseguição, que Celso Roth deve sair. Um técnico que insistiu tanto no esquema com um atacante, que chegou a perder um Gre-Nal por causa disso, deflagrando uma crise no início da Libertadores, não pode continuar.

 

Qualquer criança sabe que daqui a pouco ele apronta de novo.

 

‘Quem sabe faz a hora, não espera acontecer’, como cantava o Geraldo Vandré.

 

Mas eu sei que nada irá mudar.



Escrito por Ilgo Wink às 10h58
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Uma mãozinha para Roth salvar sua pele

Receita para Celso Roth ter alguma chance de garantir o emprego.

Comece o jogo sem Diogo. Melhor, tire Diogo do banco, para não ceder à tentação.

No lugar dele, coloque Maílson. Arme o time no 3-6-1. O jogo é fora, na altitude e contra um adversário bom, pelo que dizem.

Os dois alas, mais Adilson, Maílson, Tcheco e Souza.

Na frente, Jonas. Por que Jonas e não Alex Mineiro? Porque Jonas retém mais a bola, dribla, se movimenta mais. Com isso, dará tempo para que o pessoal chegue de trás. Mineiro toca a bola de primeira, prende pouco, o que é ruim para um time que não pode correr muito em função da altitude.

Agora, acho que o Roth começa com o Diogo, é fixação por volante brucutu. Chego a sentir saudade do Nunes. Na frente, ele vai de Mineiro mesmo.

Então, tudo indica que o time perde lá.

Mesmo com vitória, Roth deve cair. Já provou que não tem condições de levar o time muito adiante na Libertadores. A torcida não o suporta mais.

Depois do Gre-Nal, o vice André Krieger disse que não fundamenta sua decisão sobre o técnico por causa de resultados, no caso a derrota por 2 a 1.

Sendo assim, o resultado não deve interferir na decisão sobre Roth, porque o que vale é o que ele anda fazendo com  o time.

E isso um dirigente que conhece um pouco de futebol  deve estar percebendo.

Sem contar que não há mais clima para Roth no Olímpico.  



Escrito por Ilgo Wink às 17h42
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O empreiteiro desesperado e o dia em que Possas encarou um negão

Foi difícil chegar à redação do CP neste início de noite. Ainda bem que não é sempre que sequestram (na verdade, foi um cárcere privado) alguém, ainda mais alguém importante, aqui na rua do jornal, a Caldas Júnior. A rua virou um tumulto.

Uma dezena de viaturas da BM, policia civil, helicóptero, atiradores de elite nos prédios mais altos próximo ao do Banrisul, onde tudo se desenrolava. Um aparato gigantesco, desproporcional ao fato.

O pessoal de imprensa agitado, feliz, porque o incidente incomum quebrava a monotonia do noticiário.

- É matéria nacional -, comemorava um cinegrafista, passando em meio à multidão, maior até do que aquela que se forma a cada derrota do Grêmio para pedir a cabeça do Roth.

A Rádio Guaíba praticamente montou um estúdio na sacada da esquina das ruas Caldas Júnior e 7 de setembro.

Enfim, uma festa que só atrapalhou a minha chegada ao CP. No trajeto, ouvia o Luís Carlos Reche comandando a reportagem, que contava participações da Mariana Oselame. Ainda bem que o tal 'sequestrador' não a viu. Com certeza, a pegaria de refém.

 

Mariana Oselame trabalhando no Olímpico

Para quem ainda não sabe exatamente o que aconteceu, eu explico: um empreiteiro desesperado não conseguia receber um crédito de tinha por obra realizada para a Corsan, 180 mil reais. Ele, ao lado de uma mulher, invadiu a sala da presidência da Corsan. Estava armado. Deteve o presidente da estatal e dois funcionários. Isso no final da tarde, depois que a Corsan havia anunciado um superávit maravilhoso, 211 milhões de reais, um valor histórico. O empreiteiro deve ter pirado: pô, estão com o dinheiro e não me pagam.

Nas negociações, que demoraram bastante para alegria dos colegas, principalmente de TV, que tiveram tempo de mobilizar equipes e transmitir ao vivo o espetáculo vespertino/noturno, o empreiteiro, provavelmente afogado em dívidas, queria apenas duas coisas.

A primeira, lógico, o pagamento da dívida, o que teria sido feito através de uma transferência bancária.

A segunda exigência, ele não levou, e foi por isso que a negociação demorou tanto tempo, quase três horas.

Gremista, o empreiteiro queria o impossível:

A demissão de Celso Roth.

QUESTÃO DE ORDEM

Outro tumulto aconteceu, quase no mesmo horário, no tribunal esportivo da Federação. Estavam sendo julgados os jogadores daquela briga no jogo Brasil de Pelotas e Ulbra.

Alfredo Possas, nosso colega aqui do esporte, pelotense fanático (não sei se a ponto de...) havia jurado sexta-feira que iria lá na federação para encarar o Rogério Pereira. Este é o jogador da Ulbra que começou tudo ao fazer uma rápida imitação da coreografia que o Milar (morto no acidente de ônibus) fazia a cada gol marcado. Ninguém acreditou que o Possas iria. Pois ele foi.

Com seu 1m60 de altura encarou o negão (afro-descendente) de 1m90.

- Eu não aceito que tu ofenda a minha cidade. Quero ver tu repetir na minha cara  - gritou o Possas, dedo em riste, quase na cara do jogador (na verdade, ele estava a uns prudentes 3 ou 4 metros de distância, com umas mesas os separando).

Rogério olhou para baixo, mirou por segundos  aquela figura frenética, e limitou-se a reclamar ao presidente do tribunal, que aquele indivíduo, o Possas, estava perturbando a sessão.  

Possas foi expulso da sala de julgamento, esbravejando e mostrando sua credencial de jornalista:

- Eu escrevo para um jornal com mais de um milhão de leitores.

E deixou a sala, cenho franzido, cara de bravo. Possas, enfim, deu uma de macho. Eu o cumprimentei, assim como a Mariana.

O pior foi aguentar o Possas varar a noite contando a história e acrescentando tudo o que ele queria dizer e não conseguiu.

Alfredo Possas mostrando seu orgulho por ter nascido em Pelotas



Escrito por Ilgo Wink às 20h08
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Óleo de de rícino e o planejamento gremista

A saída ou não de Celso Roth fugiu à alçada do departamento de futebol.

 

Por mais que o presidente Duda Kroeff, por quem tenho o maior apreço, demonstre ter dificuldade em tomar decisões difíceis, cabe a ele decidir.

 

O cargo de presidente de um clube do porte do Grêmio tem suas vantagens, como qualquer cargo de chefia, de comando, mas traz consigo asperezas. De vez em quando, é preciso tomar decisões duras, amargas como um remédio que fui obrigado a engolir quando criança, o óleo de rícino.

 

Pelo que conheço do presidente, ele está constrangido. Deixou a decisão nas mãos dos doutos do futebol. Hoje, teria que passar por cima deles e, se o fizesse, os perderia. Coisa chata isso. Depois, mais chato ainda, teria de sair à luta para arrumar substituto (s). Seria preciso trabalhar de verdade.

 

Afastar a imagem de que ele é uma ‘rainha da Inglaterra’, como andam dizendo, maldosamente, por aí.

 

Não é fácil a vida de presidente, principalmente quando a realidade cai sobre a cabeça e é preciso agir, encarar o problema de frente, agarrar o touro a unha. Enfim, abandonar o camarote e as companhias elegantes, e entrar em campo, invadir o vestiário.

 

Krieger e seus companheiros estão fracassando. E não é de hoje. Vem do Brasileiro do ano passado. Quando o time levou 4 a 1 no Gre-Nal, logo após o caso envolvendo Roth e a Polícia Federal (revelado ao mundo no momento em que o Grêmio estava no auge), era o momento de agir, trocar de técnico.

 

A segunda oportunidade, foi na virada do ano: renovar contrato com um técnico que havia perdido três competições seguidas (ah, mas ganhou a vaga na Libertadores, alegaram os de alma e pensamentos miúdos) foi um atestado de incompetência ou de comodismo.

 

A terceira onda veio como um tsunami: o vareio no Gre-Nal do Beira-Rio, com direito a erros primários do treinador.

 

Foi aí que faltou a mão firme do presidente. Quando parte da torcida grita ‘Duda Obino’ não é por nada. O torcedor, por mais passional que seja, e talvez até por isso, segue a intuição, não racionaliza muito, ou nem racionaliza.

 

Deixando o Roth de lado – ele até é o menos culpado, é um profissional, como o Diogo -, vamos a outras ações dos doutos do futebol, com respaldo do presidente – imagino que ele tenha sido comunicado do ‘planejamento’ feito para enfrentar o Boyacá.

 

Inicialmente, o Grêmio chegaria ao estádio, de ônibus, saindo de Bogotá, menos de duas horas antes do início da partida, correndo o risco de perder por W.O. Sabe como é, pneus se podem furar, às vezes furam.

 

Agora, quatro dias antes do jogo da competição alardeada como a mais importante por todos no Olímpico, a programação de viagem foi alterada. A equipe segue direto para a altitude de Bogotá. Mas não era importante, em termos de preparação física para suportar a altitude, ficar em Cali e só ir a Bogotá no dia do jogo? Ah, não há muita convicção se isso é o certo mesmo? Ah, medo do pneu furado?  

 

E as Farc? O vice de futebol de marketing do Grêmio, o César Pacheco, conseguiu acrescentar mais um tempero indigesto a esse prato feito cada vez mais intragável preparado pela direção ao dizer que teme pela segurança da delegação na viagem de 125 quilômetros de Bogotá a Tunja, e na própria cidade. Até acho que ele está certo, mas a declaração foi pra internet e causou a revolta dos colombianos, que já estavam chateados com a insistência do Grêmio em não jogar em Tunja.

 

Por essa e por outras, é que Duda Kroeff precisa assumir urgentemente como presidente de fato, assumindo toda a responsabilidade e tomando as decisões que a torcida exige – sim, a torcida tem direito de exigir -, nem que seja necessária uma farta dose de óleo de rícino, que, para quem não sabe, é um poderoso laxante.

 

QUESTAO DE ORDEM

 

Os reservas do Inter golearam o Veranópolis por 4 a 0. Os dos Grêmio penaram para vencer por 1 a 0, na semifinal do Gauchão – antes tivesse perdido porque aí se evitaria o Gre-Nal e tudo mais.

 

Ontem, nos Plátanos, conforme previ, outra atuação ruim, agora com derrota, a segunda no Interior. Maxi Lopez estreou. Qualquer avaliação agora é precipitada. É preciso dar mais tempo ao jogador. Mas eu não tenho dúvida de qual será o resultado. Herrera, sim, provou que será titular, com ou sem Roth.



Escrito por Ilgo Wink às 11h11
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O Pacto e a jogada com Maxi

Não pensava em escrever nada nesta sexta-feira, até que caiu em minhas mãos a matéria do Carlos Correa sobre o Grêmio, que será publicada no CP deste sábado.

Título: Pacto por Celso Roth.

Não pude deixa de exclamar:

- Pô, quando começam a falar em pacto é porque a coisa tá feia mesmo. E isso justo agora que o time inicia na Libertadores.

O Correa se defendeu:

- Não é coisa minha, foi o Tcheco quem falou.

Bem, o próximo passo é o técnico pedir demissão depois de outro resultado ruim e mais vaias - a propósito, a direção do Grêmio terá poder de vetar faixas contra Roth no estádio dos Plátanos?

Diante do pedido de demissão, a direção, neste primeiro momento, rejeita. "Não, que nada, estamos contigo neste barco", alguém vai dizer, com um tapinha nas costas. Nessa hora, sempre tem alguém para dar um tapinha nas costas.

O segundo pedido, se o técnico não for mandado embora antes, por telefone, será aceito sem vacilar. E também com tapinha nas costas. "Você não tem culpa, mas o futebol é assim, né?".

Tudo isso depois que o time estiver naquela fase do Jesus está chamando.

Dirigente gosta de passar por fortes emoções.

O André Krieger já por algo pareciso no ano passado. Bancou o Roth quando todos queriam a cabeça do técnico.

- Tenho crédito, pô - esbravejou ele no vestiário, depois de outra atuação medíocre do time.

Deu um carteiraço: eu sou o cara que aguentou tudo e por isso nós estamos disputando a Libertadores.

Disputar a Libertadores. Tem muitos clubes disputando, são 32, mas só uma meia dúzia vai disputar o título. Sinto informar que o Grêmio, com Roth, não está entre eles.

Fico impressionado com essa direção. Ela contratou atacantes demais para um técnico que quer jogar apenas com um. Qual a sintonia entre eles? Nenhuma.

Está bem, entendo o trauma da direção, que há tempo vê o Grêmio sem atacantes nas competições. Aí, extrapolou. Mas não deve ter conversado com o técnico.

E o volante, o primeiro? Antes, era o Rafael Carioca. Ah, este não dá pau, não faz gol. E estamos precisando de dinheiro. Vai em frente.

Tudo bem, a gente entende. Mas se temos uma Libertadores pela frente, não seria o caso de contratar alguém do mesmo nível técnico? Os doutos do futebol gremistas não conversaram sobre isso? Se conversaram, convergiram para o nome de Diogo.

Me recuso a falar nesse jogador. Ele não tem culpa de estar no Grêmio. Quem o contratou é quem deve dar explicações. Estão dizendo que foi o Rodrigo Caetano que indicou o jogador. Duvido. Mas ainda assim a responsabilidade não é dele.

Então, o Grêmio entra na Libertadores sem um volante de qualidade na primeira função, mas com um monte de atacantes para ficar no banco.

Bem, nem tudo está perdido.

Eles firmaram um pacto.

QUESTAO DE ORDEM

Inteligente a jogada da direção gremista. Anuncia Maxi Lopez para o jogo contra o Santa Cruz e com isso tira um pouco o foco de Celso Roth.

Agora, será que o argentino, que recém começou a treinar, tem condições de jogar? Mesmo que ele não jogue, só o fato de levantar essa possibilidade já alivia Roth, ao menos por enquanto.

Ah, o estádio do Boiacá é uma arapuca. Vi uma foto: não tem nem tela de arame para separar a torcida, que fica ali, coladinha no gramado. Não sei como a Conmebol permite jogo ali.



Escrito por Ilgo Wink às 22h09
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Recordar é viver

Depois do 1 a 1 no Olímpico, vaias e gritos de burro, só me resta repetir o que escrevi tempos atrás.

13/12/2008

Roth fica, Renê não vem

Se eu fosse muito pessimista, começaria com a seguinte frase, referindo-me ao Grêmio:

- 2009, o ano que já terminou.

Sou apenas realista. Por isso, escrevo apenas que o ano está comprometido.

A renovação de contrato com Celso Roth, que pediu lá em cima e depois se assustou com a repercussão e, infelizmente, baixou sua pedida, é de deixar qualquer gremista consciente e equilibrado abatido, desconsolado, frustrado.

Roth descansava no litoral norte em fevereiro, desempregado desde outubro, quando um vizinho dele (dirigente do clube) num condomínio de alto luxo na praia o convidou para treinar o Grêmio.

No Olímpico, depois de dois fracassos robustos, foi mantido. E seguiu. E aí fez um bom trabalho, virou o Super Roth, até voltar à sua verdadeira identidade e mais uma vez perder um título de dimensão nacional.

Ontem, cheguei a escrever que Renê Simões só esperava o desfecho da negociação de Roth para fechar com o Grêmio.

Por esses misteriosos caminhos e descaminhos do futebol, Roth, representado pelo habilidoso empresário Jorge Machado, acabou acertando com o Grêmio. Talvez por 200 mil, ou até mais.

Não sei quanto ele vai ganhar, mas o custo disso posso antecipar, sendo realista neste momento em que ser pessimista é quase um dever:

- 2009, o ano que terminou sem ter começado.



Escrito por Ilgo Wink às 21h55
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Os leitores, os técnicos e e eu.

Desmascarado que fui no meu próprio blog, hoje vou escrever sobre o Inter na Copa do Brasil. Quando o Inter perdeu para o União por 1 a 0, eu não escrevi nada porque, como flagrou um esperto leitor, era uma derrota do Tite, técnico que eu admiro, apesar de seu discurso chato (não preciso ficar no vestiário ouvindo aquele papo).

 

Bem, como agora o Inter venceu, foi sofrido, mas venceu, vou comentar os 2 a 0 sobre o União. Comparando: o Grêmio deu um show contra o Universidad, mas só empatou. A torcida sofreu, mas saiu feliz, ou quase feliz. Já os colorados viram seu time penar, com dois gols chorados, rebote da trave, mas venceram. Se classificaram, e é o que importa. O “Grêmio-show”, este mesmo que privilegia a Libertadores, como tanto enfatiza o Celso Roth, empatou em casa, o que é o primeiro passo rumo ao inferno.

 

Portanto, está de parabéns o Tite, que pouco a pouco está sendo digerido pelos colorados raivosos, que vêem nele um gremista, não um profissional, e dos melhores.

 

Agora, vejam a situação do Tite. Tem gente criticando ele porque não começou com o Sandro. Ah, deveria manter o que estava dando certo. Ora, deu certo contra o Grêmio porque o Grêmio tem Roth. Nos poucos minutos em que o Roth abriu mão de suas convicções retranqueiras, o time esse, com Sandro, tomou um gol e talvez tivesse perdido se Roth não mudasse o time de novo para o seu formato chama-derrota.

 

Então, vamos devagar nas análises. Se o Tite tivesse começado com três volantes (Sandro entre eles), e tivesse dificuldades como as que encontrou ontem, e se não vencesse. Ou fosse para os pênaltis. Diriam que Tite é retranqueiro. Onde já se viu não colocar um time ofensivo em casa, contra o União, precisando vencer, etc.

 

Lá em Rondonópolis, ele foi criticado por colocar o time ofensivo. Mas foi criticado só depois. Antes, todos concordaram que o time teria de ir lá buscar a classificação antecipada, goleando. Bem, perdeu, então os analistas do pós caem de pau.

 

Olha, é duro ser técnico, mas com a grana que eles ganham, vale a pena aturar torcedor e cronista esportivo oportunista.

 

Pior ainda é ser cronista esportivo, que tem de aturar leitor-torcedor, dirigente de futebol pouca prática e técnico murrinha, com um salário de fazer chorar.

 

 

Senti isso na pele de novo durante os 30 dias da coluna no CP – aqui a coisa é mais amena -, sendo chamado de tudo - incompetente, viado, parcial, colorado, gremista, e mais alguns palavrões.

 

Cheguei a pensar em indicar o meu blog, mas aí esse pessoal poderia migrar pra cá.

 

Prefiro assim, com meia dúzia de parceiros.

 



Escrito por Ilgo Wink às 11h09
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Fica Roth, resumiu a torcida colorada

Depois do comentário sobre o primeiro tempo, penso que não tenho mais a dizer. Tite ganhou de novo, desta vez com ajuda do Roth, que armou mal o time no começo e mudou pior ainda.

Mudou em cima de um gol fortuito do Inter, na falha da linha burra do impedimento, gol de Índio. Se Roth acredita tanto no seu esquema, deveria ter esperado mais para ver como o time com Diogo e cia. reagiria. Ele mudou no desespero, o time se desesperou.

Aí, Alex Mineiro achou um gol, foi um golaço, mas para um time que estava envolvido, foi um achado, um milagre.

Tanto foi um milagre, que depois o ataque gremista nada mais fez. O time teve que apelar para as faltas para evitar a goleada, que talvez fosse o melhor resultado para o Grêmio. Se bem que goleada em Gre-Nal já não muda técnico no Olímpico.

No final, um ensaio de olé, a expulsão do Adilson e os gritos da torcida colorada, que dizem tudo:

- Fica Roth.

 



Escrito por Ilgo Wink às 18h04
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Gre-Nal, primeiro tempo. Victor milagreiro

Os gremistas deveriam apelar para o Estatuto do Torcedor. Ou a algum organismo desses de defesa do consumidor. O torcedor vai ao Gre-Nal pensando que o Jonas vai jogar ao lado do Alex Mineiro. Aí, paga ingresso. Quando ele se dá conta, tem outro ‘artista’ no lugar daquele que ele gostaria de ver, e pagou por isso, Jonas. Entra o Diogo, que é capaz de confundir uma bola com uma abóbora.

Era de se prever, em se tratando de Roth, que o Grêmio poderia entrar fechado, fechado entre aspas, fechado em tese, porque o esquema dele se mostrou uma peneira no primeiro tempo deste Gre-Nal, que está no intervalo quando escrevo.

No tópico anterior, escrevi que Roth tinha acertado a mão, pelo que jogou contra o Universidad, com dois atacantes. Neste Gre-Nal,  eu descobri  que Roth não sabe quando acerta, ou quando erra. Ele segue o seu DNA, que não abre mão, vira e mexe, de um volantão.

Recuo no tempo e me lembro do que escrevi aqui algumas vezes e falei também na Guaíba: a campanha muito boa do Grêmio no primeiro turno do Brasileirão era muito mais por causa do Victor e suas defesas fantásticas do que ao esquema de três zagueiros. No segundo turno, quando Roth ficou com problemas para manter o mesmo time, a coisa desandou. Victor não conseguiu segurar a bronca sozinho.

Victor salvou o Grêmio no primeiro tempo. São três defesas sensacionais, a primeira na conclusão do Nilmar, então, é de placa.

O Grêmio apelou demais para a ligação direta, defesa para o ataque. Alex Mineiro, com ela jogadinha manjada de escorar, foi presa fácil, ainda mais isolado na frente. Roth não aprendeu que pode jogar no esquema 3-6-1 com Jonas, que tanto pode recuar, armar e concluir, aproximando-se de Mineiro, o centroavante que tem qualidade, mas que não pode ficar só carimbando bola.

No mais, fora as duas escapadas fortes do Inter, o Gre-Nal está muito truncado, faltas demais dos dois lados. Achou que já errei na minha previsão de um jogo aberto e franco, com muitos gols.

Vamos para o segundo tempo.



Escrito por Ilgo Wink às 17h07
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Um Gre-Nal no ataque

Sem Alex e D’Alessandro o Inter perde poder de fogo. Tem hoje um meio de campo mais encorpado, consistente, mas sem alguém com bom chute vindo de trás.

Para superar esse time, é preciso tirar o espaço de Nilmar e Taison, dois jogadores que jogam em velocidade e têm dificuldades de jogar em espaço curto, ao contrário de um Romário, por exemplo, que jogava bem até em cima de um tijolo.

Andrezinho, substituto dos dois meias citados acima, é um bom articulador, ajuda a compactar a equipe, mas não chuta de fora da área, ao menos com a qualidade necessária. Assim, com Andrezinho, o Inter perde ofensivamente.

Uma alternativa de Tite seria começar com um lateral mais ofensivo na direita, por onde costuma jogar D’Alessandro. Por isso, suspeito que Bolívar não jogue. Seria o mais razoável. O problema é que os treinadores não gostam muito de correr risco. Outra possibilidade, recuar Taison e colocar outro atacante, tirando Andrezinho.

No Grêmio, Roth parece ter acertado a mão. O time foi bem contra o Universidad, criou muitas chances de gol. Se jogar sempre assim, mas aproveitando as oportunidades, se classifica fácil. Agora, até que ponto o Universidad é parâmetro?

Adilson, que eu elogio desde o ano passado, garantiu lugar no time. Diogo é banco. Tcheco foi bem como segundo volante, marcou e articulou. Fez boas jogadas. Souza, mais uma vez foi um espetáculo. Na frente, a dupla não engrenou. Jonas é mais titular que o Alex Mineiro, na minha opinião. Alex continua participativo, etc, mas é pouco agressivo, não arrisca o lance individual, e não chuta. Herrera e Maxi Lopez vão disputar o lugar. Jonas, pela velocidade, pelo drible, me lembra um pouco o Nilmar. É claro que Nilmar é mais completo.

Reinaldo, que é o mais centroavante de todos, se tiver uma sequencia sem lesão, vai ser titular. O gol que ele fez contra o Veranópolis é gol de matador, gol de fominha, egoísta, mas de alguém que assume a responsabilidade dentro da área na hora de concluir.

Ele poderia ter recuado para Orteman, que pedia a bola, de frente para a goleira, mas preferiu arriscar, girou o corpo e chutou. Coisa de centroavante. Se errasse, estaria sendo vaiado até agora. É isso, ele arrisca, Mineiro cisca. Mineiro é inteligente e tem visão de jogo como poucos na zona da área, mas não tem ousadia.

Bem, pelo que andam jogando os dois times, criando chances de gol, e fazendo poucos gols, imagino que teremos um Gre-Nal ofensivo, com muitas situações de gol. Acho até que iremos para um 3 a 3.

 

 



Escrito por Ilgo Wink às 17h22
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