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BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, Homem
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Roger vai, Débora fica
Em todas os notícias há sempre aspectos positivos e negativos.
Os fatos nunca são completamente bons, ou completamente ruins, salvo exceções que não contam porque são exceções.
A saída relâmpago de Roger. Pegou todo mundo com as calças na mão: a imprensa, a torcida, a direção gremista.
É ruim pro Grêmio, sem dúvida. Bom para os colorados, principalmente porque estão na iminência de perder o Guiñazu e até o Alex. Não adianta chorar, esta é a realidade do futebol brasileiro. Quem tem grana vem aqui e leva quem quiser e estamos conversados.
Mas há um aspecto positivo. Com o Roger longe, no outro lado do planeta, a Débora Secco fica livre, leve e solta.
Bom para gremistas, colorados, vascaínos, flamenguistas, pelotenses... Não, pelotenses não.
A direção do Grêmio ficou indignada. Foi a última a saber, igual a marido enganado. Ficou ressentida. O presidente Paulo Odone ficou furioso.
Agora, se o contrato permite que o jogador saia a hora que quiser, não há o que reclamar, só a lamentar.
Além disso, Roger, beirando os 30 anos, vai ganhar 5 milhões de dólares em dois anos, pelo que li e ouvi. Quem pode condenar o jogador?
Sabendo, ainda, que há qualquer momento ele pode brigar com o técnico, o que não é difícil pelo modo que o sr. Roth trata os jogadores nos treinos.
Sem contar que tem muito gremista que o chama de 'chinelinho'.
Roger vai, virá outro, o outro irá um dia, assim como tantos já vieram e partiram.
Que seja feliz o Roger.
Escrito por Ilgo Wink às 20h07
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O goleiro psicólogo e os equatorianos de Porto Alegre
Cevallos ensinou como se pega pênalti. Defendeu três e acabou com o sonho de Renato Portaluppi e de toda a torcida do Fluminense.
Cevallos ensinou seus colegas de posição como se faz. Tirou a concentração dos batedores. Aí está o segredo.
Essa de ir para o fundo da goleira, ficar de cócoras, de costas para o campo enquanto o cobrador se prepara para bater, é um lance genial. Depois, ele se levanta lentamente, gesticula como se falasse com algum ser invisível.
Só esse teatro já invade a mente do cobrador. ‘Que diabos está fazendo esse cara?’, deve se perguntar o batedor, desviando o foco do principal, a cobrança do pênalti, o ato de bater na bola e mandá-la para a rede.
Mas Cevallos ainda fez mais. Ficou inquieto sobre a risca, um passinho pra cá, outro pra lá. Inverteu a lógica da cobrança: de vítima a ser executada pelo carrasco, passou a ser ele o algoz.
A movimentação do goleiro e seu gestual me lembraram do Zetti, que ficava sob a trave erguendo os braços como se fosse alçar vôo. Uma tentativa de desconcentrar o cobrador.
Cevallos, porém, fez mais, um mestre a ser imitado. Se eu ali, sentado no sofá, sem a pressão de 90 mil pares de olhos sobre mim, já fiquei irritado, imagine o que se passou na cabeça dos jogadores do Fluminense naquele momento.
Na comparação: o Fernando Henrique parado, uma ovelha esperando ser abatida pelos equatorianos. Igual a maioria dos goleiros. Cheguei a pensar FH poderia em determinado momento inventar algo parecido, mas ele ficou parado, sem ação. Bom para os adversários, seus carrascos, que o executaram sem dó nem piedade.
Como se não bastasse, Cevallos acrescentou mais uma encenação quando o nome do jogo até ali, Thiago Neves, foi bater. Ele liquidou com o jogador do Flu ao sair da goleira para falar com o árbitro justamente quando Thiago já ameaçava correr para a bola. Ali, ele tirou de vez, ou de vereda, a concentração do craque do jogo.
Um registro: se eu tivesse que responsabilizar alguém pela ‘derrota’ do Flu, seria o Washington. Um matador como ele não pode perder os gols que perdeu. Um lá em Quito no começo do jogo, outro no Maracanã. Gols que até o Herrera (fase grêmio) marcaria.
Já o Renato, embora tivesse falado demais antes da partida, defeito que precisa corrigir, provou que é um grande treinador. Ele só não contava que havia um Cevallos no meio do caminho. Fosse qualquer outro goleiro, acredito que o Flu seria campeão da Libertadores.
Por último, o que tem de equatoriano em Porto Alegre!. Nas ruas e nas redações de esporte.
Escrito por Ilgo Wink às 10h56
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A bebida e a alegria de viver
Viver está cada dia mais difícil. Viver bem, então, é quase impossível. Os prazeres da vida nos são retirados aos poucos, mas de modo contínuo.
Ir a um estádio de futebol, a um Gre-Nal, por exemplo, é uma aventura digna de um Indiana Jones.
Sair à noite é uma demonstração de coragem semelhante a que teve o bandeirinha que marcou o pênalti do Renan no clássico.
No Campeonato Brasileiro, perdemos a emoção do formulismo e enveramos pela monotonia dos pontos corridos.
Nossos maiores talentos do futebol se foram ou estão de malas prontas.
Poderia desfiar aqui uma série de prazeres que nos foram extraídos nos últimos tempos. É uma lista interminável.
Os fumantes, coitados. Chego a ter pena deles, embora os despreze por terem caído nesse vício idiota de segurar um treco entre os dedos e inundar o pulmão de uma fumaça maligna e fedorenta. Estão encurralados. Tem empresa que não contrata fumantes, por várias razões, uma delas é que ele perdem muito tempo se deslocando para fumar - aqui no CP é nas sacadas do prédio. é uma vai-e-vem constante.
O Paulo Moura, com suas quase oito décadas é um que não larga o vício e vira e mexe está na sacada. As belas gurias da editoria de política também.
Mas eu queria falar mesmo é do trago, da ceva, do vinho nosso de cada dia ou só dos finais de semana.
A noite ficou mais triste. E as mortes no trânsito e as brigas com mortos e feridos continuam. Os gambás verdadeiros vão continuar aprontando.
Já aqueles que só querem uma cervejada animada com os amigos ficam tolhidos, intimidados.
E a azaração sem um traguinho para descontrair. Ninguém mais pega ninguém. Uma chatice.
A tolerância zero na ingestão de álcool é um exagero. Os seis decigramas de álcool por litro estavam de bom tamanho. Era só cumprir a lei e aumentar a multa, como fizeram agora.
O Supremo Tribunal Federal vai ser acionado em breve e acho que essa história vai mudar.
Se isso continuar, logo teremos demissões nas cervejarias, nas vinícolas, nos bares, nos restaurantes, etc.
Uma pesquisa divulgada hoje diz que a queda na venda de bebidas alcoólicas na noite de POA caiu em quase 40 por cento nos últimos dias.
É um índice elevado, preocupante, alarmante.
Desemprego à vista.
A vida assim perde um pouco de sua graça.
Escrito por Ilgo Wink às 22h10
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Renan, o salvador de Celso Roth
Bem, depois do que escrevi ontem prevendo empate ou vitória do Inter eu nem pensava mais em escrever sobre o Gre-Nal.
Como eu esperava, o Tite mostrou que é melhor técnico que o Celso Roth, não que isso signifique grande coisa, mas é o que tenho repetido aqui e em outros espaços.
Foi um banho tático, a começar pela ousadia em começar com o Taison. Na rádio Guaíba, sexta-feira, no programa Terceiro Tempo, sugeri que o Tite começasse com o Taison no ataque, ao lado do Nilmar, nunca com o Gil, como se cogitava no momento.
O Taison entrou e arrebentou. O que posso fazer se conheço demais futebol? Nada, a não ser me vangloriar. Erro algumas vezes, raras vezes, mas erro.
Em contraponto, o sr. Celso Roth fez um favor ao Inter: tirou Rafael Carioca, o melhor do time na média neste Brasileirão, ao lado do goleiro Victor. Não há explicação para isso, a não ser que estavamos falando de Roth, que está completando 4 meses e meio de Grêmio. Ou seja, o prazo de validade está se esgotando.
Mas o que leva a escrever é a sandice cometida pelo Renan. Renan salvou Roth de uma vaia monumental, porque o Inter se encaminhava tranquilamente para uma vitória, a vitória que previ aqui ontem.
Renan, com a bola segura em suas mãos, agrediu Rodrigo Mendes com um pontapé na barriga (mesmo se fosse involuntário seria falta e, dentro da área, pênalti), exatamente na linha de visão do auxiliar. Na hora, me pareceu um choque normal do goleiro com o atacante, mas após a repetição pela TV ficou claro o lance faltoso.
A lamentar que alguns colegas da imprensa, mesmo vendo e revendo o lance, não tenham visto falta no lance, nem voluntária, nem involuntária.
A lamentar mais ainda que Renan com seu lance irresponsável e completamente desnecessário tenha evitado a vitória de Tite sobre Roth. O que me leva a declarar que Tite não vive uma fase de sorte, enquanto Roth ganhou nas graças dos deuses do futebol.
Escrito por Ilgo Wink às 20h45
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A bolhinha de sabão de Roth
Acho graça quando alguém me diz que o Grêmio é melhor que o Inter.
Time por time, os dois são parelhos. É só analisar jogador por jogador.
O momento do Grêmio, sim, é que é melhor. Mas é uma questão circunstancial que pode desmoronar em 90 minutos de um jogo.
Ainda mais num clássico. Por isso, será um Gre-Nal muito disputado, de igual para igual, como são quase todos.
Como não sou de ficar em cima do muro, aposto minhas fichas na vitória do Inter, ou num empate. Não acredito na vitória do Grêmio.
E explico: Tite é mais treinador que Celso Roth. No momento, se considerarmos apenas os resultados, desprezando o que aconteceu em campo, o trabalho de Roth é ótimo. Mas eu não me limito a olhar apenas os resultados.
Faço isso em todos os jogos. O que importa, claro, é o resultado. É ele que determina a colocação de um time na tabela. As bolas na traves, os gols desperdiçados pelo adversário, nada disso conta no placar.
O que eu quero deixar bem claro que a campanha do Grêmio é enganadora, ilusória. Por conseqüência, o trabalho de seu treinador é igual. Na minha avaliação.
O trabalho de Roth é igual ao do presidente Lula: uma ilusão, uma bolha de sabão que se eleva suave, mágica, mas que quando explode deixa apenas um enorme vazio.
Posso estar enganado, é evidente, mas a bolhinha de sabão de Roth pode estourar neste domingo.
Não é exatamente o que desejo apenas para confirmar a minha tese de que Tite é melhor que Roth e que deveria estar no Grêmio não no Inter.
Mas que vou torcer pelo Tite, ah!, isso vou mesmo.
Questão de ordem: há muito tempo sou mais Ilgo Futebol Clube, com minhas idéias, minhas teses, minhas convicções, do que gremista.
Escrito por Ilgo Wink às 14h13
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O colete do Titanic e o protegido dos deuses
O Fluminense naufragou na altitude de Quito. Renato Portaluppi afundou. Sem querer ser demasiado pessimista, mas acho que nem o colete salva-vidas do Titanic, arrematado ontem num leilão nos EUA pela bagatela de 68.500 dólares (tem gente para comprar até cocô em lata, desde que numa embalagem bonita), salvaria o Renato do naufrágio.
A primeira regra para ganhar uma Libertadores é falar pouco, prometer nada e concentrar toda a energia no jogo, no adversário. Renato perdeu o foco depois de bater o Boca Juniors. Está bem, é o jeitão dele, mas isso pode custar o título.
Agora, apesar dos 4 a 2 (resultado que até saiu barato, conforme o próprio treinador do Fluminense admitiu), o Fluminense ainda pode emergir. A LDU é uma boa equipe, melhor ainda em seu estádio, mas está longe de ser imbatível.
Não é melhor que o Boca Juniors. Por isso, se Renato parar de falar tanto e se fechar com seus jogadores, focando apenas no jogo, sem ligar para a mídia, o que também não é fácil, o Fluminense pode reverter e chegar ao título.
Sem precisar do colete salva-vidas do Titanic, aquele transatlântico que naufragou em 1912 matando 1,5 mil pessoas. O colete era um dos seis exemplares conhecidos do navio. Recheado de cortiça, o colete - ainda em grande parte intacto, mas manchado e rasgado em algumas partes – teria sido encontrado pelo fazendeiro James Dunbar na costa de Halifaz depois do naufrágio, do qual escaparam 700 pessoas.
CORINTHIANS: O PROTEGIDO DOS DEUSES (e dos árbitros)
O time do Mano Menezes empatou a segunda partida seguida. Ontem, 1 a 1 com o Bragantino. Perdia por 1 a 0. Na metade do segundo tempo, o Braga teve um jogador expulso por reclamção. No lance seguinte, um pênalti daqueles que o juiz não marcaria na área do Corinthians.
Dessa vez o Mano não chorou.
Não sei se é impressão minha, mas acho que mudaram o regulamento da série B do Campeonato Brasileiro.
Pelo que tenho visto, colocaram mais um artigo:
- é proibido o Corinthians perder.
Com o parágrafo:
- em caso de dificuldade extrema, marque-se um pênalti.
Não duvido que tenham outros parágrafos, mais ou menos nesta linha:
- em caso de erro na cobrança do pênalti, mande-se repetir quantas vezes forem necessárias;
- anule-se gol do adversário quando este ocorrer em momento impróprio, que dificulte uma reação (por ex. aos 45 minutos da etapa final);
- é terminantemente proibido expulsar jogador do Corinthians.
- expulse-se jogadores do rival em situações de maior dificuldade (por ex., quando o Corinthians não conseguir chegar na área do rival, o que inviabiliza a marcação de pênalti).
São apenas meras especulações da minha pessoa. É claro que tudo isso termina assim:
- revoguem-se as disposições em contrário.
HOMENAGEM
Morreu Silvinha, a bela cantora da Jovem Guarda. Continuava bonita aos 56 anos. E sempre na ativa.
Deixa saudade neste velho adolescente dos tempos das 'reuniões dançantes' em Lajeado, regadas a guaraná e samba..
Escrito por Ilgo Wink às 11h15
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A trilogia do Chico, a bela Tamara e o pé-frio
Dias antes de nos dar férias de sua pessoa, o colega Chico Izidro, que já concluiu a segunda parte de sua trilogia sobre amores e desamores, iniciada com o consegrado 'E era vidro se quebrou' (edição completamente esgotada), apontou o dedo em minha direção e trovejou:
- O teu blog fica muito chato quando escreve sobre política.
Quando eu tento me concentrar apenas no futebol e outras amenidades, os fatos me agridem. A política invade o campo do futebol.
Por exemplo, o soberbo presidente deste país vestiu a camisa do Fluminense. Literalmente. Vai torcer pelo Flu amanhã contra a LDU.
Deu pro Fluminense. Como diria o Roberto Justus para o técnico Renato Portaluppi: do sonho de ser campeão da Libertadores, você está demitido!
O presidente deste país que cresce como bolha de sabão é um baita de um pé-frio, ao menos nas coisas do futebol; em outras ele é pé-quente, se é que vocês me entendem.
Se alguém tem dúvida que ele dá 'falta de sorte' (não uso a palavra aquela, porque dá falta de sorte), é só olhar o que aconteceu com o Corinthians na Copa do Brasil.
Ou o que aconteceu com o Brasil no Mundial de 2006, quando a canarinho era favoritaça.
Escrevia essas mal-traçadas quando a Tamara Hauck (nova colega do esporte, concorrente em beleza da Mariana. Se vocês se comportarem coloco uma foto dela no blog) me joga uma bomba sobre o teclado.
É o seguinte: o presidente Lula assinou hoje, no Rio, projeto de lei que cria no orçamento da União recursos de 85 MILHÕES DE REAIS para elaboração de um DOSSIê para a CANDIDATURA do Rio às Olimpíadas de 2016.
Bota dossiê caro nisso!
Eu bem que tentei escrever só sobre futebol.
Escrito por Ilgo Wink às 22h13
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A 'nova laranja' caiu do pé mais cedo e a volta de Jardel

Normalmente, não costumo assistir a jogos entre seleções européias. Nas vezes em que não resisto e vou pra frente da TV saio com aquele sentimento que faz parte de todos nós, a inveja. Ela aflora e, como diz uma bichinha da redação do CP, ‘toma conta de todo o meu ser’.
É que o jogo entre eles normalmente segue quase sem interrupção, são passes rápidos e precisos, ninguém faz catimba, e não é porque o árbitro deixa correr, como gostam de dizer alguns por aqui. Os jogadores é que se preocupam em jogar futebol, fazendo faltas, mas só quando necessário, mas poucas vezes com a intenção de parar o jogo.
Então, vi um jogo fantástico entre Holanda e Rússia.
Mas por que fiz isso? De tanto ouvir maravilhas sobre a seleção da Holanda, que havia vencido seus três jogos pela Eurocopa dando espetáculo, achei por momentos que poderia estar aí uma nova ‘laranja mecânica’.
Sou um descrente. Na sexta-feira, o Chico Izidro, que entrou em férias de 30 dias (folga para nós que ficamos - brincadeirinha, o Chicão é a alma da redação, ao lado de seu fiel escudeiro Alfredo Possas) me garantiu que a seleção holandesa era um fenômeno, que eu não poderia deixar de ver.
Desconfiei e disse que já havia visto a ‘laranja mecânica’ ressuscitar inúmeras vezes, mas que ela sempre caía antecipadamente do pé. E sentenciei:
- Vou ver a Holanda, então, mas já sei que será o fim dela.
O Chico cruzou a redação rindo e partiu sem olhar para trás. Sabia que, nos últimos tempos, basta eu me fixar num objetivo que normalmente dá tudo errado, em especial nas coisas do futebol.
E não é que foi o fim da Holanda, mesmo? Foi empate por 1 a 1 no tempo normal. Depois, mais 30 minutos de prêmio para nós telespectadores. Me senti gratificado diante daquele futebol apresentado pelos dois times. Aí, deu Rússia por 3 a 1. E só não foi mais porque os holandes têm um goleiro diferenciado, Van der Saar (acho que é assim que se escreve).
Agora, a Holanda jogou um futebol bonito, objetivo, aliando técnica e velocidade. Coisa que não vejo na seleção brasileira há anos. Fiquei com inveja.
Invejei também os russos. Que grande equipe está nascendo aí! Pela TV, me pareceu um time jovem, um time que deverá incomodar muito na próxima Copa.
E mais, tem um craque, além de outros bons jogadores: é o meia atacante Arshavin.
É um misto de Zico com Maradona. Para provocar o Possas: com uma pitada de Carlinhos Bala. Rápido, habilidoso, forte (resiste bem ao choque, algo fundamental no futebol de hoje), inteligente e objetivo. Não sei se ele joga sempre assim, mas ontem ele foi espetacular.
Arshavin fez as jogadas (belíssimas) de dois gols e ainda marcou o seu.
A Holanda tem uma grande seleção, mas como tem acontecido desde a legítima ‘laranja mecânica’, em 1974, morreu na praia. Uma pena para o futebol, porque poderia servir de inspiração para uns e outros que pensam que possuem o melhor futebol do mundo.
JARDEL
Sábado, ao meio-dia, fui assistir ao showbol, no Tesourinha. Jogavam Grêmio e Atlético Mineiro. De um lado, Carlos Miguel, Paulo Nunes, Alexandre Xoxó e ele, Jardel. De outro, Cléber e uns jogadores mais jovens, que não reconheci.
Valeu a pena, porque foi um jogo forte, brigado e emocionante. O Atlético goleou. Jardel fez um gol e perdeu um pênalti. Paulo Nunes e Alexandre foram destaques do Grêmio.
Jardel mostrou que precisa de um bom tempo ainda para poder voltar em grande estilo. Pelo menos um ou dois meses.
Mas percebi que ele está motivado, feliz e determinado. Atendeu os fãs com carinho e atenção. Bonito de se ver. oO cidadão Jardel está no bom caminho para recuperar-se. Diante disso, o atleta Jardel em breve também estará apto a voltar a ser um centroavante perigoso, dificilmente o mesmo de antes, mas ainda assim melhor que os Tutas da vida.
Escrito por Ilgo Wink às 12h12
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Dunga: prazo de validade expirado
"Não estou preocupado com o meu emprego. Sou um cara bem resolvido na vida. Quando entramos aqui, falamos que a seleção é do povo. Estamos num trabalho de renovação. Talvez algumas pessoas não estejam contentes, porque agora existem regras aqui. Mas estou tranqüilo”, foi o que disse Dunga depois do jogo no Mineirão, de certo ainda com a cantoria ‘adeuuuuus Dungaaaaa, adeuuuus Dungaaaa’ ecoando em seus ouvidos.
Se ele não está preocupado com o emprego, por que então não usar nos amistosos os jogadores jovens que irão disputar as Olimpíadas?
Se ele não está preocupado com o emprego, por que insistir com jogadores veteranos que, em tese, lhe dariam maior sustentação do que os novatos? E o que se vê na prática é que não existe razão para continuar com jogadores como Gilberto e Mineiro, só para citar dois que chegarão ‘velhos’ ao Mundial de 2010.
Se é um cara bem resolvido na vida por que a todo instante insistir em confrontar a imprensa, cobrando dela coerência (é querer demais que cronista de futebol tenha coerência) se ele próprio não tem coerência? Por que mostrar a cada entrevista a mágoa profunda que ainda guarda diante das críticas (injustas) que recebeu na Copa de 90, algo que o marcou tanto que ao erguer a taça de campeão do mundo em 94 atacou a imprensa com palavrão? Dunga é mesmo um cara bem resolvido?
Se a seleção é do povo, por que não ouvir da voz do povo, que clamava por Pato no segundo tempo, optando por Luís Fabiano? Ah, ‘Pato não é tudo isso’, conforme ele declarou recentemente.
Se existem regras aqui, que regras são essas que ninguém enxerga? Por que alguém ficaria descontente com algum tipo de regra que tenha na Seleção? Será indicativo de alguma nóia do técnico inventado pela CBF?
Se Dunga está mesmo tranqüilo por que cobrar um comportamento mais afável e compreensivo da torcida em relação a ele, quando isso nunca aconteceu com nenhum treinador que colheu resultados negativos, nem na Seleção, nem em clube?
Dunga falou ainda que acredita no projeto, o seu projeto. Qual projeto? Se existe algum projeto para o Mundial, porque insistir com gente que não estará lá?
Se existe algum projeto para os Jogos Olímpicos, este é menos palpável ainda. Então, não existe projeto ao não ser o de continuar no cargo a qualquer custo. Neste caso, um projeto idêntico ao de Lula.
Dunga mostra que realmente não está preparado para ocupar esse posto. Quando ele foi nomeado, opinei que era invenção do sr. Ricardo Teixeira e cia., mas dei um voto de confiança por causa de algumas características de Dunga como atleta e como cidadão, ao menos o cidadão que posso perceber de longe.
Há algum tempo estou convencido de que a era de Dunga como técnico da Seleção Brasileira já deveria ter terminado.
Sinceramente, é uma pena, porque o que resta são os 'Luxas' da vida.
Escrito por Ilgo Wink às 11h45
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O fim de outra 'era Dunga'
De repente, não mais que de repente, Anderson virou salvação da Seleção Brasileira. Quando um jogador que nunca chegou a ser titular é apontado como solução dos problemas é sinal que mais um passo e cairemos no abismo.
É sinal também que Dunga está perdido, desorientado, não sabe mais para que lado ir.
Existe uma grande má vontade do eixo Rio-SP com ele. É coisa antiga. Desde a Copa de 90. Há ressentimento mútuo. Dunga nas entrevistas se esforça para alimentar esse conflito latente. O que só piora as coisas.
Perde a Seleção, perde o Dunga, perdemos todos nós. O Luxa está aí, só esperando um chamado.
O Juca Kfouri escreveu que Dunga está indo pior nas entrevistas do que no trabalho de treinador.
Acho que ele vai mal nas duas. Dunga começou bem, mas insistir com jogadores como Mineiro e Josué no meio de campo e o veterano Gilberto na lateral-esquerda é um erro grave. Difícil de entender.
Difícil de entender também ele não observar os jogadores olímpicos até mesmo nos amistosos.
Dunga deixou a bola quicando na cara do gol.
Não vou me estender, mas concluo que a ‘era Dunga’ como técnico da Seleção Brasileira já terminou, independente do resultado contra a Argentina.
Se perder, e acho que perde mesmo, então é questão de horas.
Quem virá?
Com certeza um queridinho do centro do país.
Escrito por Ilgo Wink às 16h06
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A matemática na gestão pública
Nunca fui bem de matemática. Passei raspando no vestibular. Mas sei somar, dividir, multiplicar e, principalmente, diminuir, sem uso de maquininha de calcular.
Quando leio notícias sobre dinheiro que entra no caixa com um determinado montante e chega aos cofres públicos com outro valor, muito inferior ao arrecadado, concluo que tem gente muito pior nessa matéria.
Ou então bons demais em matemática. Tão bons que sabem sumir com o dinheiro no meio do caminho sem deixar pistas.
Vejamos a relação do Banrisul com a Faurgs (outra fundação aí, esta ligada a Ufrgs). O Ministério Público constatou que a Faurgs registrou receita contábil de 6 milhões de reais (estou arredondando), mas que só do Banrisul teria recebido uns 24 milhões de reais.
Dizem que o dinheiro foi para um trabalho de tecnologia de ponta, algo que deveria ser mantido em sigilo. Quem sabe não foi a Microsoft que fez esse trabalho tão maravilhoso para justificar tanto dinheiro?
Isso me lembra explicação parecida que um sujeito (“consultor”) deu em Brasília dia desses sobre um grande volume de dinheiro que recebeu de uma ONG (como o governo Lula gosta de uma onguizinha). Também era em troca de uma tecnologia de ponta. Quando indagado sobre o que era, não soube explicar.
Sem uso da maquininha constato que são 18 milhões que ficaram por aí, divagando, pensando na vida, turistando em Punta del Este.
Aliás, depois desses escândalos envolvendo dinheiro público acho que elucidei algo que me intrigava há tempo: por que tanta gente tem ido a Punta, muitos com casa ou mansão por lá? É um fenômeno recente. É mais fácil colocar o dinheiro esse no exterior. Quase não deixa rastro. Simples.
É impressionante como o tempo acaba explicando as coisas.
Tem o caso Detran. Sei que anualmente a autarquia emitia (ou emite) uns 600 mil documentos. Dá um valor X, mas entravam nos cofres públicos uma miniatura de x. Será que os governadores, sempre chorando por falta de dinheiro, nunca se preocuparam em saber para onde ia essa grana?
Faltou curiosidade? Conhecimento primário de matemática? Ou vergonha na cara?
Outra coisa: é preciso tantos “sistemistas” (é uma nova espécie de laranja?) para elaborar e aplicar provas tão simples, com conteúdo mais do que limitado?
Os gestores nunca se preocuparam com isso? E os órgão fiscalizadores, como Tribunal de Contas do Estado (são mais de mil funcionários ali), onde estavam? Onde estão?
O que fizeram esse tempo todo? Não seriam mais úteis fechados com tamanha falta de eficiência?
Tudo o que escrevi acima serve também, e mais ainda porque mexe com muuuuuuito mais dinheiro, ao governo federal.
No final das contas (sem trocadilho), a culpa é da matemática, dos professores de matemática que não souberam ensinar o básico aos gestores públicos, que, de um modo geral, só aprenderam mesmo a DIVIDIR. Entre eles.
Escrito por Ilgo Wink às 11h51
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Fernandão, a Seleção e a Dupla no Brasileiro
Nas arquibancadas, nas redações, nos bares, nas ruas, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé, só se fala na saída do Fernandão. Pegou de surpresa todo mundo, inclusive o próprio jogador, pela sua reação tão emotiva, com lágrimas. Dele e de todos os colorados que conheço (se bem que alguns festejaram, vá se entender).
Semelhante ao que aconteceu com Iarley. A impressão é que eles foram convidados a se retirar do bailão vermelho. É a panelinha sendo desfeita, a começar pelo ‘chef’ Abel.
A verdade é havia um processo de desgaste dos três.
Sei que os colorados estão tristes e eu, como admirador do futebol do Fernandão, tanto pela técnica como pela inteligência (rara) para jogar, lamento porque perdemos todos nós que apreciamos qualidade nos gramados.
Agora, para Fernandão foi bom. E o tempo vai mostrar que foi bom também para o Inter. Por que? Ao deixar o clube neste momento de reformulação e quando seu futebol já era questionado por setores da imprensa e uma parcela significativa da torcida (minoria que vinha crescendo), Fernandão corria o risco de começar a ser vaiado.
Logo ele, Fernandão, o maior ídolo colorado desde Falcão. O líder de um time que conquistou o máximo no futebol.
Depois de chegar no topo, no coração dos colorados e em sua trajetória no Beira-Rio, Fernandão começaria a descer, talvez muito lentamente, mas a descida era inevitável. Ao deixar o clube agora, ainda com a aura de herói e idolatrado pela imensa maioria dos colorados, Fernandão fixou-se para sempre na história do Inter com um de seus principais jogadores, se não o maior de todos em razão dos títulos que conquistou.
Sempre que ele voltar ao Beira-Rio – e ele voltará –, Fernandão irá receber o carinho de sua torcida, a exemplo do que ocorre hoje com Renato Portaluppi.
Nesta época de profissionalismo exacerbado, frio, em que só o dinheiro conta, não é pouca coisa.
Fato consumado, a lamentar apenas que não houve um jogo de despedida.
No futebol, como na vida, infelizmente quase não há tempo para lágrimas, risos e abraços. E despedidas.
A fila anda.
Seleção
A Seleção acabou de sofrer o segundo gol do Paraguai, que um minuto antes teve um jogador expulso. O Brasil começou muito mal. Dunga pensou bem ao escalar três volantes. Mas errou ao permitir a marcação muito recuada, em vez de pressionar na saída de bola paraguaia.
A todo instante o Galvão Bueno criticava a postura brasileira. Coisa de time pequeno, repetia, sinalizando um processo de fritura global. Mesmo com um jogador a mais, o Brasil teve dificuldade.
E quarta-feira tem a Argentina. A casa pode cair.
BRASILEIRÃO
Vibrei com a dupla Gre-Nal. Torci muito para que Tite começasse com vitória. O Inter fez 2 a 1 no Botafogo, mas foi um jogo complicado. Tite está chegando num momento de turbulência. Perdeu Fernandão. Pode perder Alex e Nilmar está fora por enquanto. E logo em seguida tem Gre-Nal.
Já o Grêmio continua me surpreendendo. Não pelo futebol, que é ruim, de doer, mas time que joga mal também pode ganhar. Não está proibido. O Grêmio teve um Vitor sensacional no Serra Dourada. Na frente, Marcel mostrou para os descrentes que é um matador. Fez dois na vitória de 3 a 0.
Aliás, ainda me lembro do quanto clamei por Marcel no lugar do T... (não ouso repetir esse nome, porque não dá sorte).
O Grêmio foi eficiente, conseguiu aquilo que interessa, a vitória sobre o Goiás, em pleno Serra Dourada. Uma façanha.
O futebol está sempre nos reservando surpresas.
Escrito por Ilgo Wink às 17h30
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A limonada de Vitorio Piffero
Posso estar superestimando a inteligência de Vitório Piffero, mas a volta de Fernando Carvalho ao clube, em especial ao vestiário, é uma jogada de mestre.
Ocasional ou não, é algo que beneficia muito o presidente colorado, que tem como seu maior objetivo de vida, salvo engano, ser presidente no centenário do Inter.
Aliás, 2008 parece não existir no calendário colorado, é muito mais um período a ser cumprido obrigatoriamente para chegar ao centenário.
No Grêmio, eu vi no que deu.
A volta de Fernando Carvalho de forma mais ativa (ele sempre esteve por perto do Beira-Rio) e compondo a diretoria é positiva, porque deverá impedir que o Inter passe por aquilo que o Grêmio sofreu em seu centenário.
Fernando Carvalho será importante no vestiário (Luigi deverá ficar num segundo plano) e fundamental politicamente, em termos de relacionamento com a CBF, o que é muito bom para quem tem como meta garantir presença na Libertadores de 2009, o ano do centenário. Para isso, é necessário fazer boa campanha no Brasileiro, o que muitas vezes passa pelo terreno pantanoso da ação política.
Ao trazer FC para o seu lado, Piffero ganha força.
Todos sabem que um fracasso colorado no Brasileiro, algo que parecia impossível até poucas semanas atrás, comprometeria a festa do centenário. E mais, teria reflexo direto no objetivo político de Piffero: ser presidente no ano do centenário.
O mundo colorado se levantaria e, em uníssono, gritaria: volta FC.
FC seria eleito presidente no ano do centenário.
Hoje, com FC atuante no clube, um eventual fracasso será do trio Piffero, FC e Luigi. Com responsabilidade grande dos dois últimos, que impuseram Tite ao presidente. Assim, morreriam todos abraçados.
Ninguém poderia mais clamar por FC. E Piffero seria reeleito.
No caso de sucesso, o que é o mais provável com a volta de FC e com Tite no comando do time, Piffero garante ainda mais sua reeleição, apoiado por FC. E todos irão felizes para o ano do centenário, com uma Libertadores para incrementar a festa.
Ah, ontem na apresentação de Tite, Piffero fez questão de levar toda a diretoria, composta por quatro correntes políticas do clube. E mais, em seu discurso, destacou esse fato, para mostrar que ele continuava com o respaldo do grupo, que ele definiu como o grupo que colocou mais duas estrelas no distintivo colorado.
Foi ou não foi uma jogada de mestre? Piffero, que havia dito tempos atrás que Tite entraria por uma porta e ele sairia por outra, transformou o limão numa limonada.
Escrito por Ilgo Wink às 11h24
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A queda de Mano e a ascensão de Tite
Sou um secador. Assumo sem constrangimento. Atire a primeira pedra quem nunca secou.
Mas minha secada só dá certo quando me omito.
Por exemplo, eu queria que o Mano perdesse. Não o Corinthians, o Mano.
Afinal, a minha convicção é de que o Mano é apenas um técnico médio. Nada além disso. Um novo Celso Roth.
Torcia, então, pelo Sport. Assisti apenas uma parte do primeiro tempo. O jogo se encaminhava para um empate. Decidi, então, largar. Assisti a um filme. Só fiquei sabendo da vitória do Sport quando liguei a TV e os pernambucanos festejavam.
Fiquei surpreso, perplexo, não acreditava que pudesse ser verdade. Fiquei olhando para conferir o resultado. Aí, repetiram os dois gols. O Carlinhos Bala em Recife é um leão, fora de casa, um gatinho.
Fiquei feliz. Dormi e acordei feliz.
Por falar em treinador, Tite está confirmado para o lugar de Abel.
O Tite é um grande treinador, melhor que o Mano, equivalente ao Renato Portaluppi.
Só o seu discurso é um pouco chato, mas tudo bem.
O problema é que Tite precisa começar vencendo, e logo adiante tem Gre-Nal. Fica meio que obrigado a vencer o clássico para não ser chamado de gremista. O torcedor de futebol sabe ser cruel, não perdoa, esquece que ali está um profissional. E um ótimo profissional, no caso de Tite.
A direção colorada desafia os astros, mas ao menos faz o desafio com um bom jogo nas mãos.
Torço para que Tite acerte, até porque aí mais uma convicção minha estará sendo confirmada. O Grêmio preferiu Roth, enquanto eu defendia a contratação de Tite.
Vamos ver quem está com a razão. Infelizmente, mais uma vez eu estarei certo.
Quem viver, verá.
Escrito por Ilgo Wink às 11h39
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O técnico do Inter e o bode na sala
Técnico colorado.
Vou entrar nessa polêmica. Ou a direção colorada deliberadamente está usando a velha tática do bode na sala, ou está mesmo perdida e ainda por cima dividida, uma divisão que pode resultar em ruptura política.
Ou simplesmente está querendo irritar a sua torcida.
Nelsinho Baptista a esta altura soa como provocação aos colorados. Primeiro, porque ele deixou o Beira-Rio dizendo que estava indo para um clube grande, o Corinthians; segundo, porque sua trajetória é de altos e baixos, mais baixos do que altos.
Pode ser também uma resposta do presidente Vitório Piffero ao Giovanni Luigi: tu vens com o Tite e eu ataco de Nelsinho. Os dois sofrem resistência forte no seio (siliconado?) da família colorada.
Diante disso, fica o impasse. Os dois cedem e vamos para uma terceira opção, já que o preferido mesmo, Muricy, está bem empregado.
Os dois são os bodes na sala.
Com o passar dos dias, a sala está fedendo demais. Tiramos os bodes e agora podemos trazer qualquer um que ninguém mais vai reclamar, ou os protestos já não serão tão fortes. Afinal, para os colorados, pouca coisa é pior do que o ‘gremista’ Tite e ‘o inimigo’ Nelsinho.
Assim, a qualquer momento sai um nome médio. E qual o problema? Muricy ao ser contratado pelo Inter tempos atrás era apenas um treinador médio de boa campanha no Figueirense.
O Leão é um técnico de ponta. Mas fracassou no Santos. Não tinha time. O importante é o time. Se o treinador não atrapalhar já está de bom tamanho.
Se for inteligente, equilibrado, firme em suas convicções, habilidoso no vestiário e no trato com a imprensa, é o que basta.
Agora, não pode chegar com resistência interna muito acentuada. Com direção dividida pior ainda.
Escrito por Ilgo Wink às 16h06
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